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quinta-feira, 27 de março de 2014 História, Política, Psicanálise | 11:53

“Torturador é humano, cruel e consciente do que faz”

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“A tortura não é desumana”, escreveu o filósofo Jean-Paul Sartre. “É simplesmente um crime ignóbil, crapuloso, cometido por homens (…). O desumano não existe, salvo nos pesadelos que o medo engendra”. Instrumento extremo de coerção e extermínio, a tortura foi o último recurso da repressão política que o Ato Institucional no 5, editado em 1968, libertou das amarras da legalidade.

Foi com a tortura que a ditadura instalada pelo golpe militar de quatro antes ganhou uma face violenta não mais apenas institucionalmente – com cassações e banimentos de opositores ao regime, iniciados já em 1964 – mas também violenta na prática e na forma. Seu pretexto foi a pressão ocorrida à esquerda e à direita: a luta armada das organizações terroristas de combate à ditadura, de um lado, e os militares linha-dura, de outro.

“A tortura é um crime demasiadamente humano”, reforça a psicanalista Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, em seu livro Tortura, lançado recentemente pela Casa do Psicólogo na esteira dos 50 anos do golpe. Nele, a autora – ela própria uma sobrevivente dos anos de chumbo – tenta explicar esse crime à luz da história e da psicanálise. Ajuda a entender os fundamentos da violência, da destrutividade e da maldade presentes nas relações entre os humanos. Segundo ela, “um ato humano, cruel e degradante, e que atinge ao mesmo tempo a humanidade à qual o torturador também pertence”.     

(Maria Auxiliadora Arantes começou sua militância na Ação Popular, a AP, em 1963, foi presa entre 1968 e 1969, juntamente com os dois filhos que, na época, tinham idades abaixo de quatro anos, e mais tarde tornou-se uma ativa dirigente e militante da luta pela anistia no Brasil.)

Dirigentes do PCdoB mortos pelo Exército na chacina da Lapa, em dezembro de 1976

Dirigentes do PCdoB mortos pelo Exército na chacina da Lapa, em dezembro de 1976

Humano e “normal”

O livro da psicanalista reforça uma tese sobre a qual se debruçaram Sartre, a também filósofa Hannah Arendt, e historiadores da ditadura militar brasileira, como o jornalista Elio Gaspari: diferentemente do que se pode pensar, a tortura é quase sempre praticada por indivíduos absolutamente “normais”, plenamente conscientes de seus atos, capazes de se tornarem técnicos da violência. Raramente são figuras sádicas e perversas.

O torturador maluco, vítima de uma perversão, é no máximo produto da fantasia. Para uma ditadura, funciona como um álibi. Permite-lhe ter à mão a tese da insanidade do agente para salvar a honra do regime se algum dia a oposição provar os suplícios e identificar os torcionários.

9788580402919Apesar disso, segundo a psicanalista, o torturador exerce a crueldade de forma extrema. Está consciente do que faz e por isso torna-se responsável pelo crime cometido. É uma boa conclusão a compartilhar com os militares – da ativa ou da reserva – que ainda hoje mantêm silêncio sobre a ditadura instalada em 1964; com aqueles que se recusam a abrir informações que levem ao paradeiro dos desaparecidos políticos; e com os militares que ainda se guiam pelos mesmos manuais da Escola Superior de Guerra, segundo os quais o golpe foi uma revolução para salvar o país do comunismo.

“O que quer o torturador?”, pergunta Maria Auxiliadora em seu livro. “Ao sustentar seu anonimato, e impor o silenciamento, instaurando o fazer calar, o torturador escapa do julgamento e da punição, e torna-se um facilitador para que a tortura mantenha-se. Prestou seu serviço ao poder político, econômico, religioso, e, nesta condição, incorporou a função de manus longa do poder, usufruindo a impunidade”.

No local da tortura, lembra ela, o torturador “exerce seu poder sobre um semelhante assimetricamente imobilizado, vedado, amordaçado e nu”. Ele quer a confissão mas também a submissão do torturado. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador. A vítima faz mais do que dar uma informação ao carrasco, ela passa a reconhecer nele o senhor da sua voz.

Em A ditadura escancarada, segundo volume da sua espetacular série sobre o regime militar (agora em versão revista, ampliada e melhorada pela editora Intrínseca), Elio Gaspari lembra: “O sofrimento começa ou para, aumenta ou diminui, pela exclusiva vontade do torturador. Ele tanto pode suspender uma sessão para dar a impressão de que teve pena do preso quanto pode avisar que vai iniciar outra, sem motivo algum, para mostrar-lhe a extensão do seu poder”.

Na nova edição, Gaspari cita a presidente Dilma Rousseff, a Estela da VAR-Palmares: “A pior coisa que tem a tortura é esperar, esperar para apanhar”. E a onipotência de um torturador: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”.

A tortura é filha do poder, não da malvadeza

Os quatro livros da série do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura militar, relançados este ano

Os quatro livros da série do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura militar, relançados este ano

Como afirma Gaspari, a história ensina que a tortura é filha do poder, não da malvadeza. A natureza imoral dos suplícios, lembra ele, desaparece aos olhos daqueles que os fazem funcionar, confundindo-se primeiro com as razões de Estado e depois com a qualidade do desempenho que dá às investigações. “Confissões não se conseguem com bombons”, argumentava o bispo de Diamantina, d. Geraldo Proença Sigaud.

Em outras palavras, o que torna a tortura atraente é o fato de que ela funciona, e muito:

O preso não quer falar. O preso apanha. O preso fala.

A teoria da funcionalidade levou o regime a defender a ação policial da ditadura como resposta adequada e necessária à ameaça terrorista. No raciocínio justificativo do general Ernesto Geisel, em depoimento aos historiadores Maria Celina d’Araújo e Celso Castro: “Era essencial reprimir. Não posso discutir o método de repressão se foi adequado, se foi o melhor que se podia adotar. O fato é que a subversão acabou”.

Não há dúvida de que acabou de fato: as principais organizações da luta armada foram liquidadas em pouco tempo, com seus militantes presos, mortos ou desaparecidos. Chefe do Codi do Rio nos anos 70, o general Adyr Fiúza de Castro reconheceu o quão desigual era aquele combate: “Foi a mesma coisa que matar uma mosca com um martelo-pilão”.

Em números e fatos: a destruição das organizações armadas começou em julho de 1969; em junho de 1970 todas as organizações que algum dia chegaram a ter mais de 100 militantes estavam desestruturadas. O porão garantiu o sucesso da “tigrada”: segundo Elio Gaspari, entre 1964 e 1968, foram 308 denúncias de torturas apresentadas por presos políticos às cortes militares. Durante o ano de 1969 elas somaram 1.027. Em 1970, 1.206. De 1964 a 1968 instauraram-se 60 inquéritos militares contra organizações de esquerda; só em 1969 abriram-se 83.

Antes que as gralhas gritem, convém admitir: as ações da esquerda armada também fizeram vítimas. Mas não tiveram nem de longe a mesma dimensão dos assassinatos e da tortura praticada nos porões.

Leia mais na Pensata:

Por que os militares de hoje não admitem os crimes cometidos pela ditadura?

De um torturador para uma jovem: “Você vai sofrer como Jesus Cristo”

Tortura, o livro, enxerga o crime com um olho na psique do torturador e outro na história. Detalha, por exemplo, a barbárie nazista, as torturas da Inquisição e a ação dos franceses na Guerra da Argélia, que se tornaram uma espécie de polo aglutinador da violência política nas décadas seguintes, usada principalmente pelos EUA na guerra do Vietnã e pelos militares latino-americanos que, com amplo apoio dos EUA, instituíram ditaduras civis-militares na década de 1960.

Maria Auxiliadora baseia-se  no depoimento do general Paul Aussaresses que, na Argélia, foi um dos comandantes do destacamento de paraquedistas (foi o braço direito do comandante dos paraquedistas, general Massu).  Aussaresses, desde meados da década de 1950, a tortura e as execuções sumárias faziam parte da política de guerra francesa, e chegou a vangloriar-se por elas.

Aussaresses se instalou na Carolina do Norte (EUA) onde, disse, “ensinava as técnicas que havia aprendido durante minha carreira”. Esteve no Brasil em 1973, a convite da ditadura, tendo sido adido militar à embaixada da França. Um de seus amigos mais íntimos era o então coronel João Batista Figueiredo, do Serviço Nacional de Informações, o mal afamado SNI. Além de Figueiredo – que viria a ser o último general presidente da ditadura de 1964 – o general francês também conviveu com o delegado Fleury, um dos facínoras do regime. E deu aulas de tortura e desaparecimento de opositores políticos em Brasília.

Depoimento

Para quem não tem o coração empedernido diante do assunto da tortura, o livro de Maria Auxiliadora – assim como o de Elio Gaspari – expõe, com riqueza de detalhes, depoimentos de torturados. Ou recolhidos pela própria autora ou reproduzidos de depoimentos públicos.

A coluna escolhe um deles, o de Alípio Freire, militante preso aos 23 anos de idade no domingo 31 de agosto de 1969, data em que o general Arthur da Costa e Silva sofreu o derrame cerebral que o tiraria do poder logo em seguida. Foi preso sem mandado judicial e mantido em cárcere clandestino quando chegava a uma casa no Bairro da Previdência, em São Paulo. Quinze homens o prenderam, todos integrantes da Operação Bandeirante, a temida Oban, núcleo do Exército contra a luta armada financiado por empresários.

O depoimento sobre o que sofreu nas mãos daqueles homens é um documento público disponível nos arquivos do Ministério da Justiça. Acima de tudo, testemunha a tortura como prática do Estado brasileiro e do governo instalado cinco anos por meio do golpe militar (com amplo apoio civil) que derrubou o então presidente João Goulart.

Alípio escreveu:

“Um dos meus sequestradores segurava a ponta da corda que me prendia os pulsos (como se me levasse por uma coleira) e um segundo mantinha o cano de uma pistola automática, engatilhada, encostada em minha nuca. Assim, e acompanhado de uma comitiva de uma meia dúzia de membros daquela equipe, me retiraram da casa pelo quintal dos fundos, (…)  e sair pela rua de trás, onde fui embarcado numa caminhonete veraneio C-14. (…) Fui conduzido (sempre encapuzado) ao quartel do Batalhão de Reconhecimento Mecanizado – Rec-Mec, do II Exército. Era nesse quartel que, então, funcionava a Oban, centro de torturas e interrogatórios de revolucionários e outros opositores do regime.

(…) Despido, fui alçado no pau de arara. Pendurado, amarraram-me um fio descascado no artelho maior esquerdo e, com outro polo, iam percorrendo várias partes do meu corpo: ouvidos, boca, língua, narinas, cantos dos olhos, mamilos, todo o tórax (com uma atenção especial para a região onde se localiza o coração), pernas, braços, umbigo, pênis, testículos e ânus. A corrente elétrica era puxada de uma tomada (naquele dia, 110 volts). Concomitantemente, além de murros, tapas e “telefone”, era surrado com bastões e com uma tira de lona dobrada e molhada. Vez por outra, derramavam água ou algum refrigerante sobre todo o meu corpo, com o objetivo de potencializar os efeitos dos choques, aumentando a condutibilidade da corrente. Nessas ocasiões, fizeram várias vezes escorrer para dentro das minhas narinas o líquido (ora água, ora refrigerante) com que me molhavam o corpo, provocando fortes afogamentos. Em determinado momento – uma vez que não obtinham informações – disseram que iriam buscar minha mãe para torturar.

(…) Numa tarde (…) conheci dois novos instrumentos de tortura, aos  quais fui submetido: a cadeira do dragão, chamada também de trono do dragão ou de “cadeira elétrica”, e o choque de televisão. (…) O trono do dragão era uma cadeira grande, de estrutura de madeira (caibros) e com assento, encosto e parte superior dos braços de metal; uma trava móvel entre as duas pernas dianteiras permitia que as pernas do torturado fossem imobilizadas e presas para trás, na altura das canelas; nos braços (da cadeira), tirantes – com os quais eram atados e também imobilizados, pelos pulsos, os nossos braços. (…) Utilizado fundamentalmente para torturas com choques elétricos, no trono do dragão voltei a experimentar as correntes puxadas de tomadas e de um telefone de campanha. A novidade veio em seguida: plugaram a cadeira num aparelho de televisão que emitia violentas descargas.”

 

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28 comentários | Comentar

  1. 78 Cristovam de Souza 27/03/2014 18:32

    A tortura combinaria mais com os dias atuais.tem muita gente mal nesse país.o triplo
    daquela época.a turminha ruim de hoje deu sorte.ladrões,estrupadores,assassinos
    esse ” lixo ” deveria ser torturado.

  2. 77 João A Ferreira 27/03/2014 18:24

    Parece que agora, depois de tanto tempo, virou moda falar na imprensa sobre a ditadura militar.
    Já sei, isso é para agradar a alguém importante e tirar as atenções dos roubos e mensalões feitos por políticos. Assim não cobramos os prejuízos causados a PETROBRAS com as decisões catastróficas de sua diretoria e conselho diretor que deve ter faturado milhões com isso.

  3. 76 itamar lottici 27/03/2014 18:24

    Quando é que vai começar a Comissão da Verdade da ações dos terroristas da época?

  4. 75 marcelo 27/03/2014 18:11

    Tenho 47 anos, 23 desses dedicados a proteger a sociedade contra o crime e dos criminosos, e posso afirmar sem sombra de dúvidas que o regime atual está a colocar cidadãos de bem a mercê de traficantes, roubadores, estupradores e toda sorte de malfeitores e estelionatários do voto, sempre con esse jargão frouxo de que o Estado forte torturava e praticava outras sandices. Paremos com essa hipocrisia, a população não aguenta mais essa de passar a mão na cabeça de vagabundo, acorda Brasil.

  5. 74 Ricardo Mariano 27/03/2014 18:09

    tem gente defendendo a tortura??? bando de lixos da sociedade…pior que marginal….

  6. 73 wagner 27/03/2014 18:05

    Na época a tortura foi necessária e parece que foi pouca, pois os que assaltavam bancos naquele período em que os militares eram respeitados e temidos (só por bandidos) e admirados pelas pessoas de bem, viraram mensaleiros (se deduz que o couro devia ter sido maior). Não devemos esquecer que o grande torturador da atualidade (Barac Obama) que mantém centros de torturas em Guantánamo é admirado por muitos e até pelo Papa (também pudera, esse papa foi amigo dos torturadores argentinos).

  7. 72 Evandro 27/03/2014 18:04

    Estes terroristas falam que lutavam contra a DITADURA, não é? então explica antes de 64 estes terroristas lutavam contra o que? Querem saber?? então eu respondo , as instituições Brasileira para desmantela-las para entregar o poder aos sovietes e bolcheviques da FALIDA UNIÃO DOS ESTADOS SOCIALISTA SOVIETICOS URSS. SE ferraram. VIVA as FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS

  8. 71 Evandro G de Oliveira 27/03/2014 17:58

    Este do Elio Gaspari com estes livros ordinários, não diz que o Brasil de JANGO era a 46ª economia e em 85 o militar deixou o Brasil na 8ª economia do mundo. O senhor Elio Gaspari em seus livros intitulados ditadura derrotada e ditadura falida e etc, o que eu tenha a dizer a este HIPÓCRITA é que se isto fosse verdade este medíocre estaria morando em Irajá num apartamento de 60m² e com um carro LADA velho na porta, mas graças a VITORIA da DITADURA sobre o COMUNISMO dos partidos bolcheviques e Sovietes e com a imensa fortuna que alguns embolsaram (Luis Carlos Prestes entre outros) dadas por estes partidos, este medíocre Joranlista mora em frente à praia num apartamento de luxo com carro importado zero na porta.

  9. 70 PAULO 27/03/2014 17:54

    TORTURA COM CERTEZA NÃO É BOM PRA NENHUMA PESSOA, TERIAM QUE PUNIR OS CULPADOS A ÉPOCA DO COMETIMENTO DESSE TIPO DE CRIME.

    HOJE NOS CONTINUAMOS A TER TORTURA, QUANDO OLHAMOS AS PESSOAS MENOS PRIVILEGIADAS QUE VIVEM AS MARGENS DA SOCIEDADE “HIPÓCRITA” QUANDO PRECISAM DE UM HOSPITAL E FICAM HORAS NAS FILAS SEM ATENDIMENTO, ISSO QUANDO NÃO MORREM NAS FILAS SEM ATENDIMENTO, SEUS FILHOS SEM EDUCAÇÃO TORNANDO-SE ANALFABETO E DIGA -SE DE PASSAGEM É UMA TORTURA EM TODAS AS FORMAS EXISTENTES E O POVO NÃO FAZ NADA PRA MUDAR ESSES GOVERNANTES DESDE O EXECUTIVO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO. ISSO SIM É TORTURA QUE É PRATICADA NO DIA A DIA HOJE E NENHUM DELES SÃO PUNIDOS POR ISSO.

    EM FIM É PURA DEMAGOGIA ESSA HISTORIA DE TORTURA PASSADA SE HOJE SE PERPETUA A TORTURA EM NOSSO PAIS SEM PUNIÇÃO.

    TEMOS QUE CONTINUAR LUTANDO PARA MUDARMOS A MENTALIDADE DE NOSSO POVO, É UMA TANTO QUANTO ÁRDUO MAS UM DIA CONSEGUIREMOS.

  10. 69 Evandro G. de Oliveira 27/03/2014 17:47

    OS comunistas da união soviética mataram toda a família imperial, todos os oficiais das forças armadas daquele pais e até do colégio militar da Rússia a sangue frio. Estes que vocês veem mortos na foto acima queriam executar o mesmo feito aqui no Brasil, mas se deram muito mal GRAÇAS A DEUS. Antes eles do que meus pais e eu ,pois em 64 eu tinha 8 anos. Bom seria se o militar tivesse fuzilado em praça pública todos estes VENDILHÕES DA PATRIA com o Egito está fazendo hoje.

  11. 68 Evandro 27/03/2014 17:41

    Só mostram os coitadinhos terroristas mortos, mas não mostram as pessoas inocentes da população brasileira que eles explodiram e mataram e os assassinatos a sangue frio de militares , policiais e civis, mulheres , adolescentes e crianças, que estes cometeram. Está foto serve para dizer que o CRIME NÂO COMPENSA. Outra coisa os militares deveriam FUZILAR EM PRAÇA PÚBLICA ESTES TRAIRA VENDILHÕES DA PATRIA. IMAGINA O BRIZOLA FUZILADO QUANTA COISA RUIM O RIO NÃO TERIA PASSADO, assaltos a carro forte, o aparecimento da falange vermelha em homenagem as falanges TERRORISTAS PRESAS NA ILHA GRANDE as quais ensinaram a guerrilha aos bandidos comuns, falência da Prefeitura do Rio falência do BANERJ desapropriação de empresas de ônibus o crime organizado fazendo o que queriam, e chamavam as drogas de “BRIZOLA” por que será???.

  12. 67 André 27/03/2014 17:26

    O único erro dos militares foi ter errado a mira em gente como Dilma, Genoino, Dirceu, Lula e tantos outros.

  13. 66 Paulo 27/03/2014 17:21

    VAMOS À LUTA. VAMOS ESTIRPAR COM PRECISÃO CIRÚRGICA ESSES QUE FAZEM PARTE DESSE MESMO,PASSADO NÃO TÃO DISTANTE.
    VAMOS RENOVAR A CASA DO POVO, MESMO QUE DEPOIS TENHAMOS QUE NOVAMENTE ESTERILIZAR O CONGRESSO.
    VAMOS EXPERIMENTAR INEXPERIENTES AINDA NÃO CORRUPTOS, QUE O TEMPO ENCARREGAR-SE-Á DE TREINA-LOS. E QUANDO TORNAREM-SE MAIS UMA DAQUELES, NOVAMENTE OS ELIMINAREMOS DA VIDA COTIDIANA, EM QUALQUER SEGMENTO DA ATIVIDADE HUMANA.
    ESTÃO ACABANDO COM A NOSSA MARCA REGISTRADA, PELA QUAL ÉRAMOS CONHECIDOS MUNDO AFORA. ESTAMOS DEIXANDO DE SER UM POVO ALEGRE. DESTRUÍRAM A POLÍTICA, SUBVERTERAM A JUSTIÇA, QUEREM NOS AMORDAÇAR, ORA PELA CENSURA APLICADA NA MENTIRA DO EU NÃO SABIA DE NADA.
    SE CICERO, O SENADOR ROMANO, VIVESSE NESSES TEMPOS, COM CERTEZA REPETIRIA SEU DISCURSO NO SENADO:
    Ó TEMPORA! Ó MORES!
    QUE TEMPOS ESSES QUE ESTAMOS VIVENDO. QUANTA MENTIRA, QUANTA CORRUPÇÃO.

  14. 65 ESTÁ TUDO CONTAMINADO! 27/03/2014 17:10

    Tortura maior é olhar e ver como esperança:
    Um Executivo como o atual;
    Um Legislativo vergonhoso;
    Um Judiciário manietado por uma tropa de choque para proteger ladrão ” Padrão Fifa “;
    Um sistema eleitoral com voto obrigatório garantidor da eleição do mau político;
    Um sistema tributário que consome 5 meses de trabalho por ano ao trabalhador, para manter os salários faraônicos de políticos e governantes ” corruptos “;
    Um povo abestalhado na expectativa de uma grande vitória na Copa do Mundo de Futebol, enquanto é carente na Saúde, Educação, Saneamento Básico, Segurança Pública, Moradia, Alimentação etc etc etc.
    E a tortura maior é olhar nos quadros políticos e não enxergar esperança… porque, claramente de vê: está tudo contaminado!

    .

  15. 64 Pacificador 27/03/2014 17:01

    Amigos apredam uma coisa,MILITARISMO so foi ruim para vagabundos e terrorista,a prova ta ai em nossos governates,roubam tudo,desde merendas nas escolas,hospitais etc..e vivi o militarismo,nunca me fizeram nada,nem meus amigos ou parentes..O que dizem e para alivar a roubalheira..

  16. 63 Lauro Almeida Ramos 27/03/2014 16:49

    A tortura é coisa de “humanos” simplesmente por que os animais não seriam capazes de praticá-la.
    Sartre, apesar de ver na tortura um ato pensado, político, não quer dizer que seja legítimo. Pelo contrário, entende a tortura como barbárie praticada por facínoras totalitários.
    Não há como justificar a tortura: sempre será um ato covarde de quem abusa do poder. Poder geralmente tomado à força.

  17. 62 COMISSÃO DA VERDADE PARA A TORTURA ATUAL! 27/03/2014 16:47

    Tortura também é ver ” representantes do povo ” ganhando altos salários e gozando de todos os tipos de mordomias e, além disso, roubando descaradamente os cofres públicos, debaixo de privilégios que eles mesmo criaram para a ” CLASSE DOS CIDADÃOS PADRÃO FIFA “, OU SEJA:, para a classe dos ladrões privilegiados!

    Tortura é ver um bando de deputados e senadores, eleitos pelo povo, zombando da cara do povo, não permitindo CPI na Petrobrás, mesmo diante de fatos tão absurdos divulgados, onde o dinheiro público foi, mais uma vez, jogado no lixo!

    Tortura é ver uma tropa de choque estrategicamente montada na mais alta Corte Jurídica do país para absolver ladrões do dinheiro público que faz falta na Saúde, Educação, Saneamento Básico, Moradia, Alimentação, Segurança Pública etc.

  18. 61 paulo lacerda 27/03/2014 16:26

    Contada pelos vencedores a guerra pode estar muito longe dos fatos, os torturados estão se vingando nos cofres do pais, causando tortura na população de forma geral, se é para escolher prefiro os torturadores do passado que tinham um alvo definido.

  19. 60 Andre 27/03/2014 16:15

    Nota-se presença de armas junto aos corpos desses guerrilheiros que também cometeram atrocidades… inocentes te garanto que aí ninguém era.

  20. 59 Raimundo Nonato Moura 27/03/2014 15:50

    A construção desse pais foi forjada na violência. Durante a colonização nações indígenas inteiras foram assassinadas pelos portugueses e logo em seguida introduziu-se o trabalho escravo africano. Tais práticas são de extrema violência. Com o advento da República Velha e o fim do trabalho escravo no final do Império, uma nova prática de violência se instala: a total exclusão social dos ex-escravos e no campo, prevaleceu o mandonismo dos coronéis, grandes latifundiários que se apossaram da República. Sabe-se o quanto foi violenta a ação dos coronéis. Finda-se a Velha República, inicia-se o período getulista, marcado por uma era de violência política. Vividos poucos momento de democratização , instala-se no país a famigerada ditadura militar que se consagra, talvez, como a fase mais violenta da história política brasileira.
    O que se nota é que a violência faz parte da formação política, histórica e cultural e desconstruir isso é tarefa ainda a realizar. Hoje não vivemos um período de violência política. Contudo, a violência promovida pelo Estado Paralelo ( Crime Organizado) é tão amedrontador quanto as torturas praticadas pela ditadura contra seus opositores. O Crime Organizado não escolhe a quem destruir. Basta querer. O Estado Brasileiro democrática precisa enfrentar também esse câncer com leis duras e um Judiciário sério pois a violência abala o nosso processo democrático.

  21. 58 Marco Pollo Giordani 27/03/2014 15:48

    O mais nojento proceder humano é aquele que, de um jeito ou de outro, quer encobrir o terror praticado pela esquerda armada contra o Regime Militar, ou melhor, contra brasileiros inocentes que pereceram sem ter o menor envolvimento com a guerra suja iniciada pelos filhinhos de Fidel. O terrorismo é um mal que transcende a qualquer outro; contra o terrorismo só existe um remédio: A TORTURA. Todo terrorista teme a tortura. O que estarrece é essa covardia, atualmente, de dizer que aqueles que lutaram contra a “ditatura” lutaram pela democracia. Quem diz isso, sinceramente, tem de ser levado para o pau-de-arara, no mínimo, ou ter a llíngua cortada para deixar de dizer besteiras.

    • Canuto 27/03/2014 16:33

      Marco, concordo em parte com você!!!! Esses que lutaram contra a ditadura, também, praticaram horrores contra os seus próprios colegas de grupo, mas fizeram um movimento para que a tal da comissão da verdade não investigasse esses horrores, ou seja, são tão covardes como os militares!!! Ainda, o mais nojento é que esses que lutaram contra a ditadura estão, hoje, com as mãos tão sujas quanto os militares. Se aliaram com os mais nojentos políticos e fizeram outras tantas alianças.

  22. 57 Marcos 27/03/2014 15:40

    E o que teria acontecido se estes inocentes da esquerda tivessem tomado o poder? Paredões de fuzilamento, campos de concentração (Gulags), ditadura de esquerda! Vale lembrar que a ditaduras de esquerda foram as que mais mataram no Século XX: 16 milhões na Revolução Russa; 60 milhões na Revolução Chinesa; 20 milhões sob Stalin…e por aí vai!

  23. 56 Marcelo 27/03/2014 15:33

    Assim como os nazistas alemães foram julgados em Nuremberg, os nazistas brasileiros, já deveriam ter sido julgados e punidos e seus gordíssimos benefícios revogados, pois muitos torturadores e suas famílias ainda se beneficiam de proventos do estado, por seus bons serviços prestados a frente do pau de arara. Aliás esta demora na justiça leva a acreditar que se abrirmos os arquivos para a verdade, seria vergonhoso até mesmo para os que se diziam guerrilheiros, revolucionários e que hoje estão no poder. Daí a falta de interesse na apuração destes crimes.

  24. 55 ral 27/03/2014 15:12

    mas onde estão os torturadores comunistas? dilma jose genoíno e companha que assassinaram e roubaram, vamos então abrir uma comissão da verdade e não da mentira como fez a psicopata presidente.

  25. 54 SUDÁRIO SALLEM 27/03/2014 15:12

    HOJE COM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO,OS MILITARES ESTÃO AFLITOS ,POIS ESTÃO COM MUITO MEDO QUE OCORRA A CAÇA AS BRUXAS COMO NA ARGENTINA,ONDE FORAM JULGADOS E PRESOS OS ASSASSINOS DA DITADURA…

  26. 53 Max 27/03/2014 14:59

    como que aguentam escrever tanta bobagem…

  27. 52 A VERDADE: TUDO É UMA VERGONHA, DOS DOIS LADOS! 27/03/2014 14:42

    ” Antes que as gralhas gritem, convém admitir: as ações da esquerda armada também fizeram vítimas. Mas não tiveram nem de longe a mesma dimensão dos assassinatos e da tortura praticada nos porões”.( 13º parágrafo do texto ).

    Tudo o que aconteceu foi terrível, repugnante, vergonhoso: principalmente porque entre seres humanos pertencentes a uma mesma nação.

    Para ilustrar, cliquem no link e vejam o vídeo que conta algo absurdo do ” outro lado “:

    https://www.youtube.com/watch?v=3E-cW4gefn4

  28. 51 Clayton C Faria 27/03/2014 14:40

    Poxa vida o exército matou tanta gente, será que não dava para ter feito um grande favor ao país sumindo com gente como Lula, Zé Dirceu, Genoino, Dilma entre outros, tudo bem que para ter saído quase ilesos dos porões do DOPS esta corja deve ter entregado muita gente, aliás como fazem até hoje, trair em quem confia neles é uma regra do PT

    • kaká 27/03/2014 18:03

      Vc é um idiota completo, alienado e doente.

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