Publicidade

domingo, 6 de abril de 2014 Educação, História, Política | 19:01

1964: crescimento e repressão andaram juntos nas universidades brasileiras

Compartilhe: Twitter

Eis um dos paradoxos da ditadura militar brasileira: ao mesmo tempo em que  ocupavam o epicentro da resistência ao regime iniciado em 1964, as universidades tiveram um papel central no projeto dos governos que muitos estudantes e acadêmicos ajudaram a combater. Se a mão que apedreja é a mesma que afaga, isso parece ter sido levado ao paroxismo no caso da relação entre os militares e as universidades durante a ditadura.

Arte-Universidades_RM02.inddCom seis anos de pesquisa em arquivos brasileiros e norte-americanos, cerca de 50 entrevistas e um texto repleto de informações, o historiador Rodrigo Patto Sá Motta, da Universidade Federal Fluminense (UFF), mostra essa contradição no livro As universidades e o regime militar, lançado pela Zahar em março.

O livro integra o conjunto de obras que a Zahar publicou nos últimos três meses no cinquentenário do golpe, sob o selo 1964, cinquenta anos depois. Da série fazem parte Ditadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis (leia pensata anterior), e A ditadura que mudou o Brasil, coletânea de artigos sob organização dos próprios Aarão Reis e Rodrigo Patto Sá Motta, ao lado de Marcelo Ridenti.

A contradição exposta nas universidades é a faceta acadêmica ao que, na economia, convencionou-se chamar de modernização autoritária, ao se lembrar que governos militares foram duros e conservadores na política, liberais e modernizadores na economia.

Um regime destrutivo e construtivo ao mesmo tempo

A ambiguidade típica daquele regime se manifestou plenamente na política universitária, explica o autor: destrutivo e construtivo ao mesmo tempo; repressivo e modernizador.

O regime, afinal, prendeu e demitiu professores opositores ao regime ou simplesmente considerados ideologicamente suspeitos.

Afastou líderes estudantis e líderes docentes acusados de cumplicidade com a “subversão estudantil”.

Torturou os mais “perigosos”, numa limpeza ideológica afeita ao bloqueio da livre circulação de ideias e de textos.

Criou assessorias de segurança e informação dentro dos campi, que abriam caminho para triagens nas contratações, concessões de bolsa, autorizações para estágios no exterior.

Impôs “cassação branca” a muitos professores que se opunham àquele estado de coisas, como atrasos infindáveis de salario e outras pequenas perversidades que transformavam a vida de muitos acadêmicos num inferno.

Do outro lado da moeda, porém, esteve a política de investimentos na formação local de mão de obra e em pesquisa autônoma. Os governos militares permitiram um impulso modernizante nas instituições de ensino superior, adaptando-as ao modelo dos Estados Unidos: organização departamental, professores em regime de trabalho de tempo integral, investimento em cursos de pós-graduação, ciclos básicos por áreas de saber, entre outras medidas.

Se é verdade que Deus precisa do Diabo para existir, se não há inferno sem a imagem do seu avesso, o paraíso, os dois lados da moeda, descritos acima, também não existiriam um sem o outro.

“Quando assumiram o poder (…)”, explica o autor, “os militares e seus aliados civis encontraram uma situação conturbada nos meios universitários”. O movimento estudantil se tornara “aguerrido e bem-estruturado”; as universidades haviam se tornado centros importantes da mobilização de esquerda; os estudantes constituíam forte grupo de pressão política.

Ele continua: “Para além do fato de as universidades reunirem inimigos do novo regime, ‘credenciando-se’, portanto, como alvos privilegiados das primeiras operações de expurgo, elas ocupavam lugar estratégico na formação das elites intelectuais e políticas do país, e, secundariamente, dos dirigentes econômicos”.

Primeiro, para fazer a economia crescer rapidamente as universidades eram indispensáveis. Segundo, investir nas universidades era parte de uma estratégia mas também resposta às crescentes demandas da juventude nos anos 60. Os documentos a que o autor teve acesso mostram um incrível temor do regime diante do movimento estudantil.

“Americanização parcial”

Havia dois caminhos a seguir, defendidos por diferentes setores do regime: uma linha liberal defendia a redução do papel do Estado, aumento do papel da iniciativa privada e do mercado, o que implicaria na cobrança de taxa dos alunos, numa “americanização”.

Outra linha pregava um modelo próximo da tradição brasileira e europeia, de universidades ligadas ao Estado, sem cobrar de alunos e sem muita abertura ao mercado. Prevaleceu o segundo modelo, em função do medo que os estudantes provocavam nos militares e da própria linhagem nacionalista de muitos generais.

O livro mostra em detalhes o processo de “americanização” parcial das universidades brasileiras. “Tratava-se de forjar uma mística, uma ideologia que competisse com os projetos revolucionários, principalmente o marxismo”, escreve Motta. “Daí o papel central conferida pelas agências do governo americano – com destaque na Usaid [United States Agency for International Development], mas também em instituições privadas, como as fundações Ford e Rockefeller – à modernização das instituições educacionais brasileiras”.

Espiões

Um dos achados de Rodrigo Patto Sá Motta são os documentos da máquina de vigilância política. A partir de 1970, o governo criou órgãos de informação dentro das universidades, as Assessorias Especiais de Segurança e Informações (Aesis ou ASIs). Eram um braço do Sistema Nacional de Informações (Sisni), uma espécie de correia de transmissão. De um lado faziam chegar determinações e pressões políticas vindas de escalões superiores; de outro, vigiavam a comunidade universitária e os próprios dirigentes, nem sempre fiéis ao regime.

Não eram raros espiões nos campi. “Às vezes os professores eram avisados pelos estudantes quando aparecia alguém novo na turma, com tipo suspeito”, conta o autor. O porte físico, o corte de cabelo, a idade e as roupas eram marcas diferenciadoras dos agentes infiltrados. Em outros casos, eram estudantes recrutados como informantes.

No MEC, a Divisão de Segurança e Informação (DSI/MEC) não tinha poder formal para censurar publicações ou eventos, mas fez pressões indiretas para isso. Um exemplo: em abril de 1971, a DSI enviou informe a todas as Aesis com uma análise sobre as publicações de algumas editoras brasileiras. O texto acusava as editoras Herder, Vozes, Civilização Brasileira, Paz e Terra e Zahar de publicar obras marxistas e filocomunistas. O relatório exibia uma extensa lista de livros considerados inconvenientes.

Relatorio1

 

Relatório acusando editoras brasileiras de ação ideológica e antidemocrática, encaminhado às universidades federais pela DSI do MEC

Relatório acusando editoras de ação ideológica, encaminhado às universidades pela DSI do MEC

De volta às contradições

As reformas implantadas pelo regime militar mudaram a face do sistema de ensino superior. O livro de Rodrigo Patto Sá Motta dá luz e forma a essa mudança: “Antes de 1964 não havia universidades na plena acepção do termo, apenas agregados de faculdades praticamente autônomas, com reitorias que desempenhavam papel decorativo”. Com o “advento do projeto modernizador-autoritário”, escreve ele, “as então modestas universidades receberam recursos e equipamentos que as tornaram instituições mais relevantes para o país”.

Antes que as gralhas se empolguem em demasia com essa conclusão, convém sublinhar outras conclusões do autor:

1. O projeto militar resultou da apropriação dos debates e demandas produzidos por professores e estudantes dos anos 1960

2. Os militares não tinham um projeto para o ensino superior; foram civis os formuladores dos planos

3. Um dos principais objetivos desse projeto foi aplacar o descontentamento de intelectuais e acadêmicos e, sobretudo, o ativismo radical dos estudantes;

4. As reformas implantadas pelo regime militar não corresponderam plenamente aos sonhos de nenhum dos grupos envolvidos

5. A faceta violenta do regime militar deixou marcas nas instituições e levou grande prejuízo e sofrimento às pessoas atingidas: carreiras foram ceifadas ou truncadas; centenas de estudantes tiveram sua vida escolar abruptamente interrompida; houve tortura e morte.

 

Autor: Tags: , , , , , , ,

26 comentários | Comentar

  1. 76 José Roberto 07/04/2014 9:18

    Não tenho uma visão muito logica do militarismo no Brasil, tinham que agir sim como agiram, pois senão as coisas hoje seriam bem pior, imaginem, nós no regime comunista, na época a maioria apoiava, mas não sabia o que era realmente, olha o exemplo da URRSS, hoje estaríamos ferrados.
    O nazismo até que nos ajudou, pois o povo eram explorados, pelos Judeu empresários, depois da 2ª guerra mundial, tiveram que repensar e dar o minimo de diguinidade aos trabalhadores, então muitas coisas que foram ruins em outros países foi bom para nós, se bem que guerra é a maior burrice da humanidade, mas sem ela, o ser humano não evolui.

  2. 75 MARCO 07/04/2014 7:39

    Aos poucos vou abandonando este sítio…é apenas uma máquina de produzir votos para o PT…a anistia foi AMPLA, GERAL E IRRESTRITA….não se discute mais os crimes que ocorreram…se não houvesse revanchismo…muito da história poderia ser revelado, mas com ameaças aos militares…morre na mente dos já idosos militares todos os secretos que compõem nossa história.
    Sou de 64 e posso garantir que qualidade de ensino ocorreu no período militar, infelizmente não tão amplo como atualmente, mas com qualidade muito superior. FENAME, MOBRAL, MEC. Não tinhamos acesso fácil a faculdade, isto é verdade, mas quem se formava no atual ensino médio tinha até condições de dar aula, hoje vejo alunos de cursos de exatas que sequer sabem o que é fatorial.. Censura…??? censura a gente está vendo agora com demissão de jornalistas que falam as verdades que são abafadas pelo governo. Vejam as obras, música e TV do período militar e verá que criticavam o governo e não sofriam nenhuma retaliação. O Marco Civil está aí para provar o início da CENSURA FRIA.
    SAUDADES DO IG DE 2002

  3. 74 Paulo 07/04/2014 5:47

    A maioria das pessoas costumam olhar para os fatos históricos sem contextualizá-los com a ápoca que ocorreram. Boa parte de nossos professores eram Marxistas e defendiam o comunismo que os militares combatiam.
    Livros de Marx eram a bíblia de muitos jovens sonhadores de um mundo igualitário e justo, coisa que mais tarde viram (mais até hoje não aceitaram) ser impossível em uma ditadura comunista !
    É claro que uma idéia não poderia conviver com a outra ! Naquele momento, tínhamos de escolher “de que lado iríamos jogar”: ou penderíamos para os cubanos (acreditem…!!!) e russos ou permaneceríamos sobre a égide dos EUA, como o nosso povo (e não apenas os militares e “as elites”, como os menos informados costumam dizer) escolheu.
    Dessa forma, todos os que persistiam com a idéia do comunismo foram praticamente alijados. Muitos intelectuais foram para o Chile e Argentina e, pouco depois, assistiram de novo o fracasso da tentativa de tomada do poder pelos comunistas.
    Vamos parar com essa falsidade de achar que as coisas mudaram de uma hora para outra e por escolha dos militares ! Tudo foi um choque de vontades e venceu (graças a Deus !) a democracia.
    Se acham ainda que estou dizendo algo fora do contexto histórico da época, veja como estavam os países da Cortina de Ferro regidos pela falecida URSS e como está Cuba. É uma pena que nosso Governo ainda insiste em dizer que aquilo é uma democracia…
    Nosso povo não merecia este outro caminho. Nem gostaria de imaginar como estaríamos hoje se fossemos governados por comunistas…
    É muito triste ouvir quem olha a história de forma parcial e o pior, quer passar essa falsa idéia a outras pessoas menos informadas ainda.
    Viva a democracia ! Abaixo a ditadura do proletariado !

  4. 73 miguel sasso 07/04/2014 3:08

    O que eu não consigo perdoar nos militares é a incapacidade demonstrada durante o regime militar, não concluindo suas tarefas que seria, para o bem do Brasil, liquidar com essa bandidagem que acampou em Brasilia.

  5. 72 Ronaldo 07/04/2014 2:07

    Se o que o autor do post chama de “gralhas” são os leitores que não conseguem se calar diante de absurdos, gostaria de solicitar minha titulação “gralha-mor”, pois a acreditar no que o autor diz ter colhido nas páginas de livro que aborda o tema por ele analisado, as IES brasileiras teriam sido modernizadas e até melhoradas durante os anos de exceção. O fato de ser idoso e ter passado muitos anos de minha vida na condição de aluno do ensino superior em diversos cursos de graduação, em diferentes universidades, mostra-me uma realidade totalmente diversa, na qual ocorreram os piores malefícios não só ao ensino superior como ao ensino médio das escolas federais. Copiar modelo de universidades dos EUA equivaleu a botar motor de Ferrari em Fusca, o qual continua a ser fusca, ou seja um desastre administrativo, a perseguição e o aviltamento salarial concorreram para a drástica queda na qualidade dos cursos, com inibição de iniciativas e criatividade no ensino. A universidade pública ainda levará muitos anos para se recuperar de tais danos e talvez nunca se recupere pela profundidade intencional do mal a que foi submetida.

  6. 71 sergio 06/04/2014 23:13

    tudo foi melhor no regime militar,exceto deixar o civil entrar para roubar nosso pais,publicar que usuário de cocaína não seja bandido, liberar arma para bandido e o povo se tiver uma faca é preso por porte ilegal de arma etc etc etc.

  7. 70 Álvaro Lima 06/04/2014 22:55

    Nasci em 1963. Com menos de um ano completado ocorreu o tão comentado golpe, logo, era muito pequeno para entender e acompanhar todas as coisas que ocorreram naquele período. Mas eu não acredito que tenha sido um período tão negro para a educação, como quer transparecer o artigo acima. Várias universidades foram criadas, dentre elas a UNICAMP. A EMBRAPA foi criada e nela centenas de pesquisadores e cientistas oriundos das nossas universidades transformaram a agropecuária brasileira. Criou-se a EMBRAER, empresa que hoje muito nos orgulhamos e trabalha com tecnologia de ponta. Foi daquele período também o programa espacial brasileiro. Quer mais tecnologia que isso! Cito apenas estes órgãos, são os que me ocorrem no momento, porque todos eles foram viabilizados pelas nossas universidades, formando gente capaz para fazer tudo o que temos hoje. Um país não sai da 49ª posição em riqueza produzida para a oitava economia do mundo simplemente do nada. Não foi milagre. Foi muito esforço das nossas universidades. E os militares e civis, juntos, deixaram este legado. Isso é história. Difícil de mudar. Já aconteceu.

  8. 69 Antonio Oreb Neto 06/04/2014 22:41

    Com todo o respeito à este canal para nós, qualquer um do povo, que procura trabalhar para que as nossas próximas gerações colham melhores, que presam a liberdade e a ordem jurídica instituída, porém é de se crer que trocar tiros não pode representar a atividade precípua de um estudante, mesmo que rebelde em tempos de repressão!
    Podendo ter escrito este texto significa que ficou vivo!
    O falecido Bezerra da Silva escreveu uma obra clássica do período: “Se segura malandro”, conhecido como “vou apertar mas não vou acender agora!”, tem uma frase bastante apropriada para quem foi preso, torturado e ficou vivo que o conterrâneo da minha família, de Split, Croácia, o dissesse se vivo ora estivesse. Reitero meus respeitos, tiroteios não dizem respeito à vida universitária! Novamente agradeço a opotrunidade!

  9. 68 frigi 06/04/2014 22:24

    É RODRIGO ENFEITOU DEMAIS A SANGUINARIA GENOCIDA HEDIONDA DITADURA ,, DIVIDA DEIXDA FOI DE MUITOS CEM BILHOES DE DOLARES PARA O BRASIL, ALEM DO GENOCIDIO ! DITADAGLOBO MARINHOS ATÉ HOJE TENTAM UM NOVO GOLPE, UM JÁ MORREU AINDA TEM TRES E SEUS FILHOTES INDICARAM NOS EUA,, ESTE “”MINISTRO DA,,,JUSTIÇA”” (????) NOS EUA,IMPERIO ORDENOU A DITADURA EM TODA AMERICA LATINA ! A CONFIRMAÇÃO DA ,,,,MÃO ,,DE ROBERTO MARINHO NOS BASTIDORES DA DITADURA ! SEMPRE NO SUB-MUNDO DO CRIME !
    Em telegrama ao Departamento de Estado norte-americano, embaixador Lincoln Gordon relata interlocução do dono da Globo com cérebros do golpe em decisões sobre sucessão e endurecimento do regime Juracy Magalhães, para ser ministro da Justiça…aA Castelo BRANCO, para ENDURECER o REGIME GENOCIDA! De fato, Magalhães foi para a “”JUSTIÇA””, apertou a CENSURAaos meios de comunicação e PEDIU A CABEÇA DE JORNALISTAS DE ESUERDA( POVO)AOS “”DONOS DE JORNAL””! E FICOU ELA A TERRORISTA CGHANTAGISTA GOLPISTA GLOBO ,,SENDO,,O “”DIARIO OFICIAL “ DA DITADURA GENOCIDA HEDIONDA ,,QUE O DEIXOU BILIONARIO JUNTO A MILHARES DE “MALANDRAGENS “” SOCIELLITES” DE HOJE ! .

    O histórico DE “APOIO DAS,,Organizações Globo à ditadura não dá margens para surpresas. A diferença, agora, é confirmação documental.

  10. 67 CMM 06/04/2014 22:00

    SINTO SAUDADE DO REGIME MILITAR, PORQUE MORRE MUITO MAIS GENTE INOCENTE AGORA, DO QUE NA EPOCA DA DITADURA…LAMENTÁVEL O QUE DIZEM DESTE REGIME QUE NÃO FOI TÃO MAU ASSIM….

  11. 66 CMM 06/04/2014 21:56

    COM ESTE DESGOVERNO E COM ESTA FALSA DEMOCRACIA SINTO SAUDADE DO REGIME MILITAR….MORRE-SE MUITO MAIS GENTE AGORA DO QUE NA ÉPOCA DA DITADURA…

  12. 65 patrick cerqueira de moraes 06/04/2014 21:55

    A ditadura em Cuba matou mais de 115.127, segundo O Globo em 7 de agosto de 2004.
    A ditadura no Chile matou mais de 40000, segundo G1 em 18/08/2011.
    A ditadura na Argentina matou mais de 30000, segundo blog do estadão em 24/03/2009.
    A ditadura no Brasil matou mais de 339, segundo livro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985). Então, quer dizer que tivemos ditadura no Brasil? Graças a Deus pela Ditadura que tivemos, caso contrário hoje seríamos uma cuba ou Venezuela.

  13. 64 Edson 06/04/2014 21:44

    Censuraram meus comntários?? Porque? Não ofendi ninguém. Só mostrei o qunto “bom” foi o nosso regime militar.

  14. 63 Antonio Oreb Neto 06/04/2014 21:37

    Os militares fundaram muitas instituições de Ensino, ampliaram o curso fundamental de quatro para 8 anos; acabaram com os exames de admissão que seria uma espécie de vestibular entre o grupo escolar (da primeiro ao quarto ano) e o ginásio (que seria da quinta à oitava série). Para a progressão o aluno precisava ser aprovado com notas obtidas em provas.
    Depois de 1985 criou-se a tal progressão automática no curso fundamental, a ponto de alguns alunos hoje chegarem ao curso de nível médio praticamente analfabetos! criaram o MOBRAL, o MADUREZA, etc…
    Quase não existiam cursos de nível superior, foram fundadas muitas escolas particulares.
    Atualmente muitos conselhos profissionais e segmentos da sociedade pregam pela melhora no nível de ensino das escolas; o MEC faz provas que avaliam estes cursos, algumas são fechadas considerando os resultados. O que é melhor, uma escola ruim ou a sua ausencia!
    Apesar de ter fugido do tema, iniciei na pré-escola em 1966 e terminei meu curso universitário em 1984; existiam escolas.
    Fundaram escolas! Quem funda escolas, quem cria infraestrutura, fez uma má administração?

    • Thiago 06/04/2014 23:23

      Sim. Faz. Não é porque eles fizeram o óbvio e o mínimo necessário, que isso pode ser considerado bom. A carreira docente começou a desmoronar justamente no governo desses canalhas.
      Não quer dizer que tenham melhorado. Alias, só pioraram desde então. Mas comparar ruim com péssimo e achar bom… só pessoas bem doutrinadas pela ilusão de que ser capacho é algo justo podem fazer.

  15. 62 Edson 06/04/2014 21:35

    A pior das democracias e melhor do que as melhores da ditaduras. Queria ver se estivessemos em uma ditadura se poderiamos estar aqui reclamando!! Não defendo o governo, tem muita coisa errada, mas daí achar que a solução está em uma ditadura… só mesmo pessoas não esclarecidas (ou que tenham algum interesse em lucrar com a ditadura) pensam desta forma. Portanto, devemos (por uma posição de humanidade e fraternidade) repudiar todo e qualquer tipo de ditadura (seja ela de direita ou esquerda, pois o bem mais precioso de um ser humano é sua liberdade.

  16. 61 JOSAFÁ COSTA DA SILVA 06/04/2014 21:34

    Lá se vão mais de vinte e cinco anos que os militares apearam do comando do Estado brasileiro. O período militar já ultrapassa os cinquenta anos, portanto, já começa a ser História e História implica em verdades mínimas para poder existir sem irreais contestações.

    Não há como ignorar, por exemplo: o desenvolvimento nuclear (notadamente pela Marinha); os centros de pesquisas das Forças Armadas produziam diversos e diversos medicamentos (os laboratórios farmacêuticos das Forças Armadas abasteciam todo o país com remédios bons e baratos); o desenvolvimento de diversos medicamentos foi realizado naquele período, quando os laboratórios internacionais vendiam seus produtos com altíssimos preços; a indústria naval brasileira alcançou um nível invejável e nos colocou como um dos grandes construtores navais do mundo; a indústria bélica também nos guindou a uma alta posição no cenário mundial; não se pode deixar de pensar que para se desenvolver um tanque de guerra como o Osório (até hoje considerado um dos mais avançados do mundo) se necessitava de técnicos altamente qualificados; a indústria aeronáutica foi desenvolvida naquele período. Para não se esquecer, a classe média foi amplamente desenvolvida naquele período, quando foram construídas residências aos milhões e milhões de unidades (Cohab, BNH, as Cooperativas, etc., etc.). Com todo esse desenvolvimento o Brasil passou a existir no cenário mundial, pois, antes dos militares a Europa pensava que nossa capital era Bueno Aires, na Argentina.

    Sou advogado há mais de três décadas. Sou advogado anterior a Constituição de 1988. Sou advogado do Estatuto regido pela Lei 4.215/63, quando o profissional do direito tinha prerrogativas e imunidades, para si, para seu escritório, para seus arquivos, inclusive a inviolabilidade de seu domicilio; advoguei durante o período dos militares e sempre fui respeito no dever de proteger o direito dos clientes; bem diferente do que se vê nos dias atuais, com a classe média sonhando com um emprego público (juiz, promotor, defensor, procurador, etc.) bem remunerado e descompromissado com qualquer tipo de obrigação para o aprimoramento da nossa Nação. Até onde isso irá não se sabe. O certo é que nos Fóruns de Justiça o que se vê são velhos advogados, que estão morrendo sem uma classe de profissionais que os substitua, até parece que é deliberado, como se tentasse chegar ao patamar da antiga URSS, onde existia um limitado número de advogados para cuidar unicamente de processos no exterior do Estado Soviético.

    Modestamente:

    Tive a honra de ser um Quarto Colocado no Cesgranrio.

    Tive a honra de ser um primeiro colocado para UERJ.

    Sou nordestino, filho de pessoas humildes e foi com o desenvolvimento ensino que obtive sucesso no meu aprimoramento intelectual, embora a classe média daquela época esnobasse essas pessoas humildes que chegavam as universidades. Aquela mesma classe média que não admitira o crescimento da sua classe, pois que viviam de privilégios.

    O Brasil de hoje há de passar por uma séria reflexão e saber que destinos realmente desejarmos, pois que o modelo que ai está não é um avanço e sim um retrocesso que poderá nos levar a um perigoso desastre, caso as pessoas não deem um basta ao presente estado de coisas, onde a corrupção se agasalha nestes tipinhos de pseudo escritores.

  17. 60 Couto 06/04/2014 21:33

    Tenho quase 50 anos de universidade. Acho que em termos de edificações realmente houve avanço. Mas, muitos e bons professores foram afastados ou exilados e muitos alunos foram expulsos, sem contar os presos. Dos que eu conheço nenhum era terrorista. Mas, crescimento universitário e tecnológico em todos os sentidos só aconteceu a partir do governo Lula

  18. 59 Anhanguera 06/04/2014 21:30

    Posta-se comentários e as patrulhas ideológicas comunistóides o extraviam “democratica” e “constitucionalmente” violentando a liberdade de expressão que eles exigem pra eles mas negamn aos outros. Cadê meus comentários, bando de FDP!

  19. 58 Edson 06/04/2014 21:29

    Sr. Helio, se hoje podemos estar aqui discutindo politica e buscando melhores caminhos para o Brasil é porque muitos morreram para derrubar a ditadura militar. E grande parte da crise que vivemos nos anos 80 e 90 foi por causa dos “grandiosos” miltares. Enquantos alguns pensavam (e ainda penasam) em seus prórios umbigos, sem se importar com o que está acontecendo com quem está ao seu lado (verdadeiros egoístas) outros lutaram (e ainda lutam) para que todos tenham direito a um teto e a uma vida digna. Lendo suas palavras fico com pena e dó por saber que assim como o senhro muitos defendem a ditadura e o previlégio para as classes mais abastadas, não podemos chamar pessoas assim de humanas. O governo tem errado muito, feito besteiras e incentivando a corrupção. Mas, pensar que com os militares seria difertente e ser ignorante ou ter interesses escussos (defendidos pelas elites).

  20. 57 Anhangüera 06/04/2014 21:26

    Realmente os governos militares popularizaram o ensino superior público no Brasil e obviamente TENTARAM monitorar as faculdades. Mas fracassaram nesse monitoramento por cometerem o erro de contratar professores esquerdistas, os quais ao invés de ensinarem o alunado iam para as salas de aulas subverter o alienado alunado. O resultado foram safras e mais safras de profissionais de péssima qualidade que hoje são professores e reproduzem o mesmo discurso niilista em que foram formados. Nessa estória quem se ferra é o contribuinte brasileiro que arca com os custos de um péssimo ensino superior e não recebe retorno adequado, pois as camadas “intelectualizadas” deste país estão totalmente viciadas e comprometidas apenas com as “panelinhas politiqueiras” e em feudalizar o país em parasitário proveito próprio.

  21. 56 JOSAFÁ COSTA DA SILVA 06/04/2014 21:24

    Lá se vão mais de vinte e cinco anos que os militares apearam do comando do Estado brasileiro. O período militar já ultrapassa os cinquenta anos, portanto, já começa a ser História e História implica em verdades mínimas para poder existir sem irreais contestações.

    Não há como ignorar, por exemplo: o desenvolvimento nuclear (notadamente pela Marinha); os centros de pesquisas das Forças Armadas produziam diversos e diversos medicamentos (os laboratórios farmacêuticos das Forças Armadas abasteciam todo o país com remédios bons e baratos); o desenvolvimento de diversos medicamentos foi realizado naquele período, quando os laboratórios internacionais vendiam seus produtos com altíssimos preços; a indústria naval brasileira alcançou um nível invejável e nos colocou como um dos grandes construtores navais do mundo; a indústria bélica também nos guindou a uma alta posição no cenário mundial; não se pode deixar de pensar que para se desenvolver um tanque de guerra como o Osório (até hoje considerado um dos mais avançados do mundo) se necessitava de técnicos altamente qualificados; a indústria aeronáutica foi desenvolvida naquele período. Para não se esquecer, a classe média foi amplamente desenvolvida naquele período, quando foram construídas residências aos milhões e milhões de unidades (Cohab, BNH, as Cooperativas, etc., etc.). Com todo esse desenvolvimento o Brasil passou a existir no cenário mundial, pois, antes dos militares a Europa pensava que nossa capital era Bueno Aires, na Argentina.

    Sou advogado há mais de três décadas. Sou advogado anterior a Constituição de 1988. Sou advogado do Estatuto regido pela Lei 4.215/63, quando o profissional do direito tinha prerrogativas e imunidades, para si, para seu escritório, para seus arquivos, inclusive a inviolabilidade de seu domicilio; advoguei durante o período dos militares e sempre respeito no dever de proteger o direito dos clientes; bem diferente do que se vê nos dias atuais, com a classe média sonhando com um emprego público (juiz, promotor, defensor, procurador, etc.) bem remunerado e descompromissado com qualquer tipo de obrigação para o aprimoramento da nossa Nação. Até onde isso irá não se sabe. O certo é que nos Fóruns de Justiça o que se vê são velhos advogados, que estão morrendo sem uma classe de profissionais que os substitua, até parece que é deliberado, como se tentasse chegar ao patamar da antiga URSS, onde existia um limitado número de advogados para cuidar unicamente de processos no exterior do Estado Soviético.

    Modestamente:

    Tive a honra de ser um Quarto Colocado no Cesgranrio.

    Tive a honra de ser um primeiro colocado para UERJ.

    Sou nordestino, filho de pessoas humildes e foi com o desenvolvimento do ensino naquele período que obtive sucesso no meu aprimoramento intelectual, embora a classe média daquela época esnobasse essas pessoas humildes que chegavam as universidades. Aquela mesma classe média que não admitira o crescimento da sua classe, pois que viviam de privilégios, como buscam reave-los nos dias atuais..

    O Brasil de hoje há de passar por uma séria reflexão e saber que destinos realmente desejarmos, pois que o modelo que ai está não é um avanço e sim um retrocesso que poderá nos levar a um perigoso desastre, caso as pessoas não deem um basta ao presente estado de coisas, onde a corrupção se agasalha nestes tipinhos de pseudo escritores.

    Longe de mim defender seja lá quem for, mas verdade tem ser chamada a participar dessa História.

    • .simas 06/04/2014 23:19

      Sabe, Josafá, antes de 1964 a educação pública era, realmente, modelo de qualidade. Eu mesmo estudei em escola e faculdade, públicas e mto me orgulho disso; embora, atribua o nível de formação recebida, ao magistério. Naquele tempo, bem ou mal, os professores, os mestres eram bem remunerados, em consequência da política praticada. Pertencer ao magistério, meu caro, era uma honra; o q dava margem a uma formação do profissional, mais rigorosa. Tbm, o filtro pra se alcançar, por exemplo, um Instituto de Educação, no Rio, era concorridíssimo e super difícil. Dai, calculo o nível do ensino básico e médio… Devemos considerar, pra sermos justos e honestos, q a população brasileira era da ordem de 25%, da atual… Tudo, na época, era menos difícil; convenhamos…. Particularmente, eu lembro sempre com mta emoção, de meus mestres. Acontece, meu caro Josafá, q o nosso povo não escolheu viver em um mundo bi-polar; mto menos foi responsável pelas controvérsias políticas em pauta… Mas, se viu um ser vivente em uma sociedade de classes. Por isso, aqueles q nasciam em berço, de ouro, se cercavam de todos os cuidados pra manter seus privilégios. Da mesma forma, os cidadãos situados na chamada classe média, se esforçava pra alcançar os padrões de vida, ou pelo menos se assemelhar; os padrões de vida dos mais bem aquinhoados. Qto aos mto pobres, aos pobres, esses se dedicavam, apenas, a sobreviver…. Fazer o q, não é?…
      Josafá, esse descompasso moral, colocado em rápidas pinceladas, o faço, pra vc entender q estamos inseridos em um mundo de concorrências, desleais, até crués. Vc não pode ficar, ai, afirmando q existem os bons, q se dão bem, e os zurrapas, q têm, estritamente, o q merecem… Não pode e não deve; pq as injunções são as mais diversas em nossa sociedade de classes… Existem, além dos níveis de renda, a qualidade da saúde, o aspecto socio-familiar, um monte de fatores a determinar e moldar o caráter do indivíduo – por isso, hj, agora, existirem advogados, profissionais, e aqueles, outros, tidos por canalhas; e sem contar, ainda, os mal formados em faculdades…. fajutas
      Passando para os tempos “redentores”, de início, desconfio q a política na época estaria levando o Pais pro inferno… Ora, no mínimo, o Pres da República havia sido eleito, pela maioria absoluta, em eleições limpas… Vamos supor q o Executivo pensasse conduzir o País, pro âmbito, comunista. Vamos supor; mas, tínhamos um Congresso, q se mostrava conservador; tínhamos um Poder Jurídico supra sumo elitista. O q temer, então? As CA’s sempre foram conservadoras; não o fosse, seus maiores vultos não teriam títulos nobiliárquicos… Como um presidente torcer as instituições, da época, fazendo-as uma república sindical/comunista? Uma argumentação falsa, não é? Tanto q se derrubou um presidente, como o Poder Internacional desejava. Ora, meu caro, não existiu nenhuma revolução, democrática. O q se viu, com o passar dos tempos, foi um golpe militar, mesmo. Um golpe pra apear do poder a voz q pedia, q exigia transformações q nunca foram feitas, até hj. E não foram feitas, pq a elite, dominante, não as quer.
      Dessa forma, Josafá, esse período de exceção não aconteceu nada, q justificasse melhoria. O ensino foi sucateado; tanto o ensino de base, qto o médio e o superior…. Por isso, a qualidade, atual, q vc tanto reclama… Pra vc sentir… tiraram o Latim, a Filosofia, o Canto Orfeônico, do currículo e fizeram da praticidade, americana, nossa meta. Dai, não se saber Português, não se conseguir conduzir raciocínio, não se ter noção de ética e de moral; em compensação, criou-se a manada da múltipa-escolha, do “x”… E vc acha q tudo foi mto bom. Tomaram grana no exterior, pra fazer obras faraônicas, q não traziam benefício pra já maioria empobrecida. Ou não foi por essa época q se iniciou uma explosão do índice de natalidade, q nos fez nação de mais de 200 milhões, atualmente. E essa de pegar grana, mole, no exterior, nos inscreveu no rol de grde devedores, no exterior… Foi.
      Se algo de positivo foi criado e construído na época, debita-se ao fascio-nacionalismo, velho conhecido; desde q o Pres Vargas namorava com o nazismo.
      Em tudo, o fruto de sofrimento se revelou… Veja a impunidade, de hj. Qdo ela floresceu, Josafá? Qdo essa, de atropelar as Instituições, se tornou banal? E isso, de se fazer justiça, com as próprias mãos, impunemente?… Abraço, fraterno

    • Edson 06/04/2014 21:42

      Do que adianta todo o desenvolvimento cientifico e tecnológico da epoca, se o principal bem de um cidadão que era a sua liberdade e sua vida lhe era tirado por apenas concordar com a ideológia do Estado?? Ó que me diz disso? É legitimo torturar alguém? Como um advogado pode defender isto? Só falta disser que tudo que falam sobre Hitler é mentira. Para quem teve familiares mortes para que você hoje pudesse falar asneiras é um insulto!!

  22. 55 Hélio 06/04/2014 21:10

    Vivi naquela época em que os militares estavam no poder, juntamente com toda a minha família e confesso para todos que nunca tivemos problemas com as Forças Armadas, pois o meu pai e a minha mãe sempre foram trabalhadores e cumpridores dos seus devedores, e eu e meus irmãos sempre procuramos estudar para sermos alguém na vida, ao contrário de muitos que só queriam fazer baderna e por isso foram perseguidos pelo regime militar.
    Hoje, eu e meu irmão somos advogados e a minha irmã é médica e nunca procuramos se envolver com essas pessoas arruaceiras que só queriam assaltar bancos, explodir bancas de jornais, sequestrar e matar pessoas, etc.
    Tenho certeza que se não fossem os militares naquela época, o nosso país estaria bem pior do que estava hoje, com esses governantes de plantão que estão destruindo as instituições e quebrando as empresas públicas, tais como a Petrobrás e a Eletrobrás.

  23. 54 Wilson Antunes 06/04/2014 21:09

    Que saudade da época militar ….

    Não foi só o número de universidades que cresceram, mas também grandes obras e houve o desenvolvimento do país.

    Os críticos da ditadura, comentaram que naquela época não se tinha democracia, mas na realidade atualmente é que não temos democracia, pois vivemos numa ditadura política.

    Podemos afirmar que naquela época o povo era mais livre, saia livremente nas ruas, a não ser aqueles MEXICANOS ( nesta tierra hay gobierno, sin … yo soy contra)

  24. 53 Álvaro Lima 06/04/2014 20:22

    Muito bom esse texto. Bem elucidativo, mas após uma breve reflexão, fiquei com algumas dúvidas não respondidas pelo autor da matéria. Foram fechadas universidades ou foram criadas? Quantas foram criadas? Me disseram outro dia que a UNICAMP foi criada pós 64, é verdade? Queimaram livros ou bibliotecas os militares? Ninguém foi mandado estudar no exterior? Como se explica o desenvolvimento científico tecnológico brasileiro? (EMBRAER, EMBRAPA, programa espacial brasileiro, pró-alcool, etc) A EMBRAPA também não foi criada pós 64 e não é repleta de pesquisadores e cientistas? De onde esses pesquisadores vieram, do exterior ou das nossas universidades? Eu não vi nada naquele período porque nasci em 1963, mas algumas acertivas do autor dessa matéria fica devendo quanto a lógica . Se fala muito em milagre econômico, mas nós sabemos que eles não acontece por acaso. O crescimento brasileiro deve muito ao que foi produzido em nossas universidades. Sem elas não seriamos o que somos hoje. Sem elas não teriamos saído de 49º economia , antes de 64, para 8ª economia do planeta ao final do periodo militar.

  25. 52 Hobi 06/04/2014 19:36

    Há de se considerar que ” a EDUCAÇÃO” é a ferramenta que os governantes usam para fazer a cabeça do povo dentro de suas linhas políticas. Muito se critica a Revolução Militar, mas poucos são os que demonstram os 2 lados da moeda. Nos dias de hoje torna-se óbvio, estão no poder os que foram perseguidos… Por que será que o foram? Mas, direta ou indiretamente usam as mesmas ferramentas, só que agora camufladas, pois é a forma de se tornarem SANTOS e LIBERTADORES…. É um momento EXCELENTE para reflexão, das verdades e da análise, onde a unica vitima outrora ou nos dias de hoje… É O POVO.

  26. 51 Marco Antonio Azevedo Meyer 06/04/2014 19:31

    Em março de 1969 fui preso numa troca de tiros com a repressão. Interrogado e duramente torturado no Dops,da Rua da Relação fui levado a Faculdade de Ciências Econômicas,na
    Praia Vermelha.Uma vez que nos interrogatórios disse-lhes que almoçava no Restaurante
    estudantil da Praia Vermelha.
    Conduzido algemado a secretaria da Faculdade, me foi entregue as fichas de dezenas de
    estudantes para que identificasse “os mais atuantes”.Diga-se ficha de matricula com fotos.
    Mas, quem colaborava assiduamente era nada mais nada menos o secretario da
    Faculdade,na época,que se identificou como militar e ali estava plantado para
    espionar as atividades estudantis.
    Seguramente a Ditadura tinha infiltrado dezenas de agentes na maioria das Universidades.
    Marco Meyer
    Expulso pelo 477
    Torturado
    E banido do Brasil em 1970

    • Paulo 07/04/2014 5:53

      Caro Marco:
      Conheço muitos que foram interrogados (como ocorre em qualquer delegacia de polícia) e até hoje juram que foram “torturados”. Todos sabemos que muitos usam esse argumento para receberem “gordas” indenizações…
      É claro que poderia ter gente infiltrada ! Assim como Prestes e tantos outros eram pagos pelos russos para plantar a ditadura do proletariado no Brasil.
      Vamos recordar de Mário Lago: “… independente do que ocorrer, diga sempre que foi torturado !”.
      Você já viu algum baderneiro ser preso e sair falando que foi tratado com pão de ló ?
      Muitos jovens como você foram colocados nas ruas por gente paga pela esquerda e, sem querer, sofreram por conta própria, como aquele estudantes inocentes que tentaram implantar uma guerrilha no Araguaia…
      Por favor, quando for falar de um fato, conte os dois lados da história, e não apenas diga que “foi torturado”… Dirceu, Genuíno e tantos outros, também foram “torturados”, mas fizeram inúmeras atrocidades e justiçamentos que jamais nos contaram…

      • marco antonio meyer 10/04/2014 23:28

        Prezado brasileiro!

        Creio que é melhor você se informar melhor.. Por exemplo: Mário Lago que você
        citou foi um honesto e justo militante do Partido Comunista Brasileiro. O PCB.
        Espero que você nunca passe pelo que eu passei. Vi mais de 300 brasileiros
        serem torturados. Dos militares que me prenderam a maioria foi expulsa do
        Exército por estarem no crime organizado. O Maior expoente foi o
        Capitão Guimarães que recentemente foi preso (10 milhões de reais
        numa parede falsa e dezenas de relógios rolex de ouro de sua coleção ali estavam –
        consulte no Google).Condenado a 38 anos já está solto..
        É disso que me dá pena esta “Democracia da Dilma”. Estes canalhas deveriam
        apodrecer na cadeia e nunca serem soltos. Vi casos de brasileiros serem
        torturados por serem pretos e gays. Vi um Cel.do Exército tortura um dono de
        uma mercearia de São Cristovão por “ele paquerar mulher”.
        DITADURA NUNCA MAIS
        OUSAR LUTAR…
        OUSAR VENCER

        MARCO MEYER – Hoje empresário e um vencedor

    • Josimar 07/04/2014 0:33

      Caro Marcos, vc fez por merecer ñ é verdade? pois quem na época tinha arma e além do mais trocar tiro com os militares, ñ era qq um, sorte estar vivo, ñ estás rico também conforme os demais do bando? se ñ, vc é o único, pq os demais do bando estão acabando com o nosso Brasil, ex.: Petrobras, Eletrobras, etc……

    • Augusto 06/04/2014 23:56

      Como você mesmo disse, você foi preso por trocar tiros com agentes do governo militar. Você quer mesmo que alguém acredite que você está lutando por democracia? Mesmo sendo preso como tantos traficantes que temos hoje em dia, você continua vivo não é? Assim como a presidente, o Sr Lula, o Sr Dirceu e tantos outros. A tortura é algo hediondo, mas os paredões, fuzilamentos, enforcamentos tão comuns nas ditaduras comunistas são tão horríveis quanto. Seu relato prova, que as tantas mortes que se dizem serem ações dos militares não são muito verdadeiras, pois até mesmo quem ativamente trocou tiros e foi preso, esta vivo e bem, alguns inclusive ricos e bem remunerados, ganhando dinheiro por afirmar que foi torturado, etc. Novamente destaco, tortura é hediondo e a falta de liberdade dos governos comunistas também o é. Sequestros é um ato de cafajestes. Por isso esta dita Comissão das meias verdades deveria abrir todos os relatorios para sabermos com quem estamos lidando.

  1. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.