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domingo, 6 de abril de 2014 História, Sociedade | 14:02

Golpe militar ou civil-militar?

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É do historiador Daniel Aarão Reis uma das melhores contribuições dentro da notável leva de lançamentos e reedições do livros que buscam contar, relembrar e explicar a ditadura instalada no golpe de 1964. Pelo menos 15 livros lançados neste aniversário de 50 anos do golpe ganharam destaque no País, oferecendo um amplo e rico painel de análises sobre o tema, sobretudo para as novas gerações (inclui-se na lista, obviamente, a monumental tetralogia de Elio Gaspari, já tratada aqui).

DitaduraEDemocraciaNoBrasilProfessor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), Aarão Reis se destaca entre esses lançamentos por uma abordagem que muitas vezes se costuma deixar em segundo plano: o papel da sociedade civil no regime instaurado em 1964. Em Ditadura e democracia no Brasil, lançado pela Zahar, o professor mostra como o governo militar e a sociedade se amalgamavam muito mais do que os opositores à ditadura gostariam.

Para ele, falar em “ditadura militar” é um equívoco que esconde as bases sociais do golpe, erro fruto de um hábito adquirido com o passar dos anos, uma certa preguiça intelectual e uma indesejável memória seletiva. “Tendeu a predominar a versão”, escreve Aarão Reis, “de que a sociedade brasileira apenas suportara a ditadura, como alguém que tolera condições ruins  que se tornaram de algum modo inevitáveis”.

Lorota. A história oficial das lutas contra a ditadura, diz ele, acabou ocultando as complexas e profundas relações entre o regime de 1964 e a sociedade brasileira. Antes e depois, o apoio de muitos setores da sociedade foi claro e forte o suficiente para sustentar a ditadura não apenas pela força bruta. Escreve:

“Como já ocorreu muitas vezes na história, ao virar as costas para o passado ditatorial e empreender a construção de uma alternativa, grande parte da sociedade brasileira preferiu demonizar a ditadura vigente nos anos anteriores e celebrar novos valores – democráticos. Tais valores, aliás, segundo diferentes, mas convergentes, versões, nunca teriam sido revogados da consciência nacional. O país fora, pura e simplesmente, subjugado e reprimido por um regime ditatorial denunciado agora como uma espécie de força estranha. Como uma chapa de metal pesado, caída sobre vontades e pensamentos que aspiravam à liberdade.”

Uma multidão de civis em apoio ao golpe

As incontáveis reportagens sobre o assunto durante os últimos meses mostram, no entanto, que essa zona de sombra criticada pelo historiador começou a ser removida. Lembre-se, por exemplo, da série de marchas que mobilizaram milhões de pessoas, de todas as classes sociais, contra o governo João Goulart: a primeira Marcha da Família com Deus e pela Liberdade ocorreu em São Paulo, em 19 de março daquele ano, e reuniu 500 mil pessoas. Foi convocada em reação ao Comício pelas Reformas ocorrido uma semana antes, com 350 mil pessoas.

Primeira página do Jornal do Brasil noticia a primeira Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, em São Paulo

Primeira página do JB noticia a primeira Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, em São Paulo

Depois houve a Marcha da Vitória, para comemorar o triunfo do golpe, no Rio de Janeiro, em 2 de abril. Esteve ali, no mínimo, a mesma quantidade de pessoas que em São Paulo. A ela sucederam-se marchas  nas capitais dos estados e em cidades menores. Até setembro de 1964, marchou-se como nunca no País. Sem descanso e com fervor.

Estiveram com essas marchas a maioria dos partidos, líderes empresariais, políticos e religiosos, entidades como a OAB e a CNBB, e a direita de todo tipo. A favor das reformas de Jango, uma parte considerável dos sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais, alguns partidos, as esquerdas.

Para Aarão Reis, pode-se ficar em dúvida quem tinha a maioria, mas algo é inegável: impossível não enxergar as multidões de civis que apoiaram a deposição de Jango e a instauração da ditadura.

A frente de apoio ao golpe, recorde-se, era heterogênea, mas nela se abrigavam nomes que mais tarde foram para a oposição aos militares: Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e… sim, Ulysses Guimarães – ano depois, o Senhor Diretas e presidente da Constituinte.

Pouca gente sabe, mas Ulysses foi um dos líderes da Marcha da Família com Deus pela Liberdade a apoiou o golpe. Fez parte da comissão do Congresso que tentou elaborar o primeiro Ato Institucional, cujo texto os militares não gostaram e deixaram de lado para assumir a responsabilidade do que de fato virou o AI-1.

O apoio, explique-se, tem a ver com o discurso que se fazia para justificar o golpe (ou contra-golpe, como queriam os “revolucionários” e querem, ainda hoje, suas viúvas). A ditadura se instaurou em nome da democracia e contra a corrupção que as vassouras de Jânio Quadros, antecessor de Jango, não conseguira limpar.

Democracia em baixa na época

Essa é uma das diferenças entre as ditaduras anteriores e posteriores à Segunda Guerra Mundial. No Estado Novo, Getulio não tinha problema algum em dizer que aquele regime era autoritário. A democracia não tinha o charme nem o apoio de hoje. A União Soviética se desenvolvia e não era uma democracia. O nazifascismo aparecia como uma alternativa universal e recusava a democracia. Muitos regimes na Ásia, na África e na América Latina adotaram formas corporativistas autoritárias – como o Brasil.

Tanto Lacerda, JK e Ulysses quanto os governadores Magalhães Pinto e Adhemar de Barros aceitavam que os militares fizessem o jogo sujo de prender e cassar.  Achavam que fariam isso de maneira rápida e abririam alas para as eleições presidenciais de 1965. Logo depois, portanto, se retomaria o jogo político – excluídos, claro, os radicais livres da esquerda.

Como se sabe, não foi isso que aconteceu. Os militares gostaram de estar no poder e assumiram o protagonismo do regime.

Ditadura terminou em 1979 ou 1985?

Aarão Reis escreve que a obsessão de caracterizar a ditadura como apenas militar levou o Brasil até hoje a marcar o ano de 1985 como o fim do regime ditatorial do período. Ali se encerrou o mandato do último general-presidente. (Há quem antecipe este fim para 1979, quando cessaram os Atos Institucionais; ou atrase para 1988, quando foi aprovada uma nova Constituição.) “Estender a ditadura até 1985 não seria uma incongruência?”, questiona-se o professor, ao lembrar que o presidente empossado, José Sarney, desde o início apoiara o regime e se tornara um dos seus principais dirigentes… civis.

Desde 1979, porém, o estado de exceção estava encerrado. Com ele, os governantes poderiam editar ou revogar as leis pelo exercício arbitrário de sua vontade.

Também não foi preciso esperar 1985 para que não mais existissem presos políticos. O Poder Judiciário também recuperara a autonomia.

Desde o início dos anos 1980 passara a existir certo pluralismo político-partidário e sindical, liberdade de expressão e liberdade de imprensa. E, por fim, grandes movimentos puderam ocorrer livremente, como a própria campanha pelas Diretas Já, que mobilizou milhões de pessoas entre 1983 e 1984.

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41 comentários | Comentar

  1. 91 kayla 08/04/2014 0:34

    Enfim alguém lúcido e equilibrado para falar do q nós não vivemos. Pq se depender dos velhos comunistas saudosistas só ouviremos um lado da história, ou seja, o deles.
    Parabéns Rodrigo de Almeida tenho 26 anos e aprendi muito com vc sobre o q realmente aconteceu em 64.

  2. 90 msrcos vidal 07/04/2014 9:32

    Sincerame te um indivíduo como esse não pode ser considerado um Historiador não oassa de um Direitista que quer espalhar a nentira….falar que o povo brasileiro conocordava com a tortura e assassinatos da ditadura militar é uma calúnia. ..

  3. 89 Wilson 07/04/2014 2:18

    Já está mais do que na hora das Forças Armadas tomarem as rédeas deste país. Não aguento mais pagar impostos e não ter nada em troca. Temos que pagar por saúde, segurança, educação, pedágios absurdos, etc… Nosso modelo politico é ultrapassado, uma droga e corrupto. Infelizmente não tenho mais esperança. Brasil um país que não deu certo. Na época dos militares os bandidos tinham medo e respeitavam a polícia, hoje eles estão dominando o país. Todas as estradas que temos hoje foram os militares que construiram, os politicos de hoje colocaram os pedágios. Quando criança, brincava na rua de dia e de noite, hoje nossos filhos tem que ficar trancados em casa. EMFA salvem o nosso país e o povo.

  4. 88 Adriano 07/04/2014 1:11

    O mal do governo atual nem é as bolsas. Nem a corrupção. É o mau uso do dinheiro público. Você banca uma câmara de deputados cada um ganha uns 20 mil e custa uns 50 pro governo até aí é aceitável. Porém com toda a estrutura, assessores, etc. Em vez de 50 mil cada um custa alguns milhões. Pelo menos na ditadura não tinha esse mal. A parte ruim da ditadura foi a truculência com o povo.

  5. 87 Jorge 06/04/2014 22:37

    Bullshit

  6. 86 Edson 06/04/2014 21:58

    Mutios que aqui defendem o militares, detestam a ditadura cubana. Mas não se perguntam o que aconteceria se o Brasil fosse uma ditadura militar. Estaríamos aqui discutindo nosso futuro? É lógico que não!!! Ditadura é ditadura seja ela de direita ou esquerda, não há ditadura boa isto só existe na cabeça de pessoas ignorantes.
    O povo tem memória curta!! Se esqueceram das crise da decada de 80 e 90? Ela foi fruto de uma herança deixada pelos militare e como foi dificil sair dela. Temos problemas hoje? É lógico que temos! O governo é corrupto? É lógico que sim! Mas, na ditadura não era diferente, ou por acaso se esqueceram do período do Figueredo? Vejam o quanto enriqueceu a familia Marinho, apoiadora da ditadura (e isto foi fruto do que?? Corrupção é lógico!) e o pior se abrissimos a boca estavamos mortos.

  7. 85 Antonio Nunes de Souza Lima 06/04/2014 19:42

    Ao Augusto e outros que pensam como eu. Acabar com “Bolsa diste e daquilo …” é um começo. De nada resolverá se não acabarmos com a famigerada “URNA ELETRÔNICA”, que coloca votos em quem nada recebeu e até tira o voto de quem legalmente recebeu.

  8. 84 Antonio Nunes de Souza Lima 06/04/2014 19:41

    Ao Augusto e outros que pensam como eu. Acabar com “Bolsa diste e daquilo …” é um começo. De nada resolverá se não acabarmos com a famigerada “URNA ELETRÔNICA”, que coloca votos em quem nada recebeu e até tira o voto de que legalmente recebeu.

  9. 83 Luiz 06/04/2014 19:07

    espero estar vivo para ler as análises transparentes desse período de governo pós “ditadura militar”, principalmente sobre a era Lula & Dilma …

  10. 82 jair 06/04/2014 18:36

    Cada tempo histórico tem o seu tempo,em 1964 o Brasil tinha 82 milhoes de pessoas a maioria morava na zona rual, atualmente temos mais de 200 milhões e a maioria mora na zona urbana,em 1964 o indice de criminalidade era 11 por 100 mil habitantes atualmente é 22, isso ocorre devido a concentração de população maior na zona urbana,também aumentou a concentração de riquezas nas mãos de poucos,tudo isso e muito mais contribui para o aumento da criminalidade,o que está acontecendo atualmente é realmente o fraco desempenho dos governantes e dos congressistas em combater a criminalidade

  11. 81 Marcelo Fireman 06/04/2014 18:31

    Estamos vendo o sofrimento na Síria e na Ucrânia, vítimas dessa carniça comunista.

  12. 80 Darci 06/04/2014 18:13

    As elites a direita e CIA, fizeram uma lavagem celebral que o pais estava a beira do comunismo, que a até a esquerda acreditou nesta bobagem, ora até o PCB estava na ilegalidade, o que havia sim era um governo progressista que abria espaços para a esquerda, alias muito timidos, pois se fosse mais forte teraia impedido o golpe. O golpe instalou um capitalismo de estado muito mais parecido com os regimes do leste pseudo comunistas do que que as solidas democracias liberais ocidentais, para se locupletarem do nosso povo. Tinhamos 11 montadoras de carro e no fim do regime apenas 4, atraso total com as chamadas caroças ate´pelo Collor, tinhamos mais de 50 bancos e fim apenas 7 ou 8 conglomerados, a PANAIR foi espoliada, reserva de mercado na informatica, via COBRA, o termo BRAS, nunca foi tão usado tenha até piada contra o generais, do tipo que empresa esta EM OBRAS, kkkk, então senhores todos fomos enganados, a direita e a esquerda.

    • Mauricio 06/04/2014 18:50

      Por acaso as guerrilhas que lutaram no Araguaia e no interior do País eram a favor da democracia? O próprio Gabeira e outros afirmaram que estavam planejando sim um levante comunista. Não seja ingenuo!

    • Augusto 06/04/2014 18:48

      Esqueceu de dizer que tínhamos hiperinflação e uma dívida externa cinco vezes maior que nosso PIB. As 11 montadoras citadas eram todas do exterior e nossa industria estava quebrada pelos privilégios dados ao capital externo. O desemprego também era superior a 30%. Falar que antes de 1964 vivíamos no paraíso é uma grande mentira. Volto a repetir: ficar procurando culpados é coisa de governo que não quer resolver os problemas do país.

  13. 79 Zé Mané 06/04/2014 18:00

    eVOLUIMOS MUITO; PASSAMOS DA CONDIÇÃO DE COLÔNIA AMERICANA PARA COLÔNIA CUBANA! PUTZ!

  14. 78 Mauro Antunes 06/04/2014 17:35

    Sou contra todo tipo de violência, mas…Bons tempos. Podíamos dormir com as janelas abertas, esquecer a bike em frente de casa e no dia seguinte ela estava lá, intocável, havia respeito para com as autoridades e para com as pessoas em geral, e hoje? Minha casa virou um presídio, toda trancada, se alguém abusar do meu direito tenho que ter cuidado para não ofender o dito cujo abusador. Em termos de cultura, tínhamos os grandes festivais, as canções tinham conteúdo, e hoje? Dá nojo ouvir as canções da atualidade. A atual geração está devendo muito para nós que vivemos na época pós 64.

  15. 77 JAIRO ANDRADE DE MORAES 06/04/2014 17:34

    Acho que muita gente está “faturando” com o assunto relacionado com o aniversário de 50 anos de um acontecimento – A TOMADA DE POSIÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PARA SALVAR DO BRASIL – . E a maioria dos que escrevem livros sobre o assunto, ao que parecem, não viveram aquele evento. E assim, o denominam de “golpe militar”, “revolução”, , etc.,; escrevem por ouvir dizer.
    No desdobramento das ações dos militares, houve excessos? houve, sim! Então, pergunta-se:
    No casa de pancadarias, os militares saíam dando bordoadas a torto e à direito; atingindo que lhes cruzasse o caminho, ou quem era atingido sabia porque estava apanhando?
    Eu trabalhava numa empresa para onde foi um batalhão do exército. E eu fui encarregado para recebê-lo e acomodá-lo. Em seguida, começaram as prisões. Um oficial acompanhado de um sargento e dois soldados, iam a cada setor adredemente pelo Comando determinado, procuravam determinado, perguntavam quem era Sr. Fulano de Tal e, ao identificá-lo, pediam que os acompanhassem, sem ao menos pegar-lhe no braço. E me fazia acreditar que o chamado GOLPE MILITAR houvera sido planejado com muita antecedência. E que quando os militares partiam para determinada empresa ou repartição pública; qualquer ponto para efetuar prisões, estas não eram feitas aleatoriamente; eles sabiam, exatamente a quem iam prender.
    Falar em REVOLUÇÃO, sem que um só tiro tenha sido disparado para o seu desfecho, é não saber o que está dizendo!
    Foi a melhor época da minha vida! Ia para onde queria, sem sobressaltos, vivia sem problemas financeiros, sem jamais ter utilizado o meu cheque especial. Viajei duas vezes para a Europa e uma para os Estados Unidos, além de percorrer todo o Brasil. Hoje, não tenho o direito de planejar uma viagem de férias com minha família, porque, somente de impostos pago quase metade do que recebo de aposentadoria e esta, a cada mais aviltada. Há mais de vinte anos, vivo preso ao meu cheque especial; sequer posso me dar ao luxo de possuir e manter um cartão de crédito, é obvio! Enquanto isso, a começar pelo Planalto, a corrupção grassa no nosso País. E está de tal forma, que pode ser comparado a uma caixa de lenços para gripe (você puxa e logo aponta outro!). A cada momento, mal se constata uma falcatrua e identifica o(s) corrupto(s), e logo aparece outra, com mais corruptos.
    E aí, o que me dizem de uma outra investida das FORÇAS ARMADAS? Eu acho que deva acontecer, e JÁ!

    • alberto 06/04/2014 18:41

      Fosse em 1964, esse seu simplorio comentario, poderia o levar a prisão, pois alem de falar mal do governo, ainda estaria incitando a troca de poder. E esse tipo de coisa que me faz pensar …. sera que era tao bom assim como se fala. A , outra coisa 20 anos de cheque especial podem ser resolvido com apenas uma semana de estudo de planejamento economico. Talvez nao seja a politica economica que o leve a isso, mas uma simples equação, onde se gasta mais do que arrecada – isso ta parecendo as contas publicas – .Outra coisa, aqui em casa a coisa ocorreu ao contrario, meu pai funcionario de empresa de economia mista durante o periodo militar, nao tinha nem como viajar pois alem de nao termos carro, a grana era curta pra viajar de onibus, e nesses ultimos 20 a coisa foi melhorando gradativamente , começamos a viajar de ferias em nosso carro, e nos ultimos 5 anos meus pais foram 3 vezes ao exterior. Veja que coisa.

      • kAYLA 08/04/2014 0:42

        E vc não falou da roubalheira. O planalto roubava como hj????????????

      • Daniel 06/04/2014 22:54

        Respeito o seu comentário, em termos vc tem razão, tomará Deus que isso continue, mas até quando, você está pensando no dia de hj ou no futuro.Uma hora a fonte seca espero não virarmos uma áfrica, sei que pode demorar séculos.Sou contra todo tipo de violência, mas…Bons tempos. Podíamos dormir com as janelas abertas, esquecer a bike em frente de casa e no dia seguinte ela estava lá, intocável, havia respeito para com as autoridades e para com as pessoas em geral, e hoje? Minha casa virou um presídio, toda trancada, se alguém abusar do meu direito tenho que ter cuidado para não ofender o dito cujo abusador. Em termos de cultura, tínhamos os grandes festivais, as canções tinham conteúdo, e hoje? Dá nojo ouvir as canções da atualidade. A atual geração está devendo muito para nós que vivemos na época pós 64.

  16. 76 Edson Nunes Chicó 06/04/2014 17:16

    É bom deixar bem claro que disciplina não é militarismo, democracia não é militarismo e educação não é cabresto. Precisamos na verdade é ensinar o povo brasileiro o que e de melhor para cada cidadão o que é de melhor para o nosso pais e isso não vem acontecendo e não vai acontecer enquanto os políticos aproveitadores estiverem no poder, como por exemplo políticos que já estão no formol e ainda continuam no poder não fizeram nada desde da abertura e não tem interesse em fazer um deles é o Sarney. Precisamos entender e analisar todos os momentos que passamos em nosso pais e enxergar que por exemplo a segurança em nosso pais continua sendo a mesma de 1964 continuam matando continuam oprimindo continuam executando continua e tanto os militares como os políticos de carreira estão matando gente e o pior os marginais estão seguindo o mesmo exemplo.
    Temos que estar atentos pois temos a alguns meses as eleições temos que prestar atenção em quem vamos votar. Não sou contra a ditadura não só contra a democracia mas quero que todo o dinheiro do orçamento da união seja empregado em saúde educação habitação e no desenvolvimento do nosso pais e não ser usado em construção de porto em outro pais em compra de usina isso eu que eu quero. Gente e muito dinheiro jogado fora e muito dinheiro nos bolsos dos políticos isso tem que acabar tem que cessar.

  17. 75 luiz 06/04/2014 17:09

    quando estourou o golpe, eu era operário naval, categoria que era considerada uma das que tinham “comunistas”, poia bem alguns operarios onde eu trabalhava até foram presos. Mas eu nunca fui impedido de trabalhar, nunca foi incomodado pela revolução, estou aposentado pelos 35 an ois trabalhados. Agora estes mocinhos (as)que aí estão mandando no pais não faziam nada na época da ditadura, com contribuiam para a o progresso do pais. No entanto estão mandando no país hoje e fazendo igual ao pior que os militares, na realidade ainda estamos na dirtadura comandada por outros grupos.

  18. 74 José Manoel 06/04/2014 16:48

    Mais uma dessas matérias nos moldes da ditabranda da folha de sumpaulo, que só servem para confundir o povo brasileiro,
    Falta do que fazer tsc, tsc !!! Ô PIG IG !!!

    • kayla 08/04/2014 0:49

      Confundir nada, entendi o outro lado da moeda. Pq tenho 26 anos e até agora só escutei na mídia q os militares foram os algozes. Afinal se existe revolução é pq existam dois lados contrários e nessa ninguém é santo.

    • wilson 06/04/2014 17:16

      caro amigo, isso é história, vc fala sem bases, verdadeiro zé

  19. 73 Marcélio Rocha Araujo 06/04/2014 16:46

    Eu só tenho certeza de uma coisa: Lula, Brizola, FHC, Dilma, Ulysses Guimarães e o próprio Tancredo Neves! não estavam pensando em melhorias para o pavo brasileiro. Como por ex. Saúde, educação, moradia etc. Estavam pensando neles próprio, e se darem bem no comando do País. e com certeza é o que vem e está acontecendo.

  20. 72 Valdir 06/04/2014 16:41

    Passei minha vida inteira no regime militar nunca tive problema com os militares, fui a praia,
    aos clubes e nenhum problema, fui abordado para averiguação, nada a mais.

    Para mim não existe forma de governo ideal, o que pode existir e um menos pior.

    O partido que dita as regras no pais (PT) foi tão incompetente que ate esta colocando em duvida para a nação brasileira se a democracia e o melhor modelo de gestão, foi o governa mais maléfico que eu já vi. Apesar de eu ter votado no LULA.
    PT nunca mais.

    • Luis Cunha 06/04/2014 17:48

      Idem! Petralhas na cadeia. PT nunca mais.

      • Alfredo 06/04/2014 18:09

        Difícil tirá-los de lá, Luis Cunha. Sabiamente instalaram o voto do cabresto. Digo, das ‘bolsas’. E o pior, com nosso dinheiro. Pode? Infelizmente! E o pior, por longo prazo. Pois essa massa de votantes só cresce, em número. Mas, não se desenvolve pois os investimentos não têm esse objetivo. Pelo contrário. Tudo planejado, meu amigo. Entendeu como a máquina está montada?

    • Reinaldo 06/04/2014 17:07

      Valdir,
      Tudo depende da visão que você tinha do país naquela época. Eu tinha 18 quando servi em 70. Nunca fui doutrinado por uma ideia de direita e sequer falavam no quartel sobre guerrilha ou subversão.
      Andava na rua, passava as noites fora, voltava de manhã e para mim tudo era um céu, antes de servir e depois que servi.
      Só tinha um detalhe, eu não era politizado. Mal conhecia meus direitos políticos, o poder que um voto tem e a força que eu, como cidadão posso ter na influência e no rumo que o meu país pode ter.
      Isso tudo era cerceado pelo regime. Faça tudo menos política, essa era a ordem do dia naquela época.

      Do que adianta não poder abrir a boca, mas poder sair de casa tranquilo!
      Do que adianta ter seus direitos individuais garantidos e não poder sair de casa tranquilho!

      O vento que ventava lá, venta cá também!

  21. 71 Emerson 06/04/2014 16:28

    Para aqueles que defendem o golpe militar: Se golpe militar fosse tão bom o regime militar não tinha acabado. Contra fatos não há o que dizer, as desigualdades sociais pioraram com o regime militar, ou após o golpe o número da favelas diminuram? Não podia falar de política mas a Marques de Sapucaí ia muito bem obrigado.

  22. 70 Augusto 06/04/2014 15:48

    Lamentável, ainda existirem pessoas, que acreditam que os opositores da ação militar de 1964 era pessoas que buscavam democracia. O Brasil vivia a certeza de um golpe com Jango e Brizola. Os marinheiros já prendiam e agrediam seus comandantes e uma república sindicalista já estava praticamente determinada. Seríamos a maior ditadura comunista da América. Alguns colocam o endividamento externo e os problemas sociais como consequência dos Governos Militares. Esquecem a extrema inflação e dívida externa criada por JK e os sonhos megalomaniacos, como foi a construção de Brasília. Esquecem que não havia saúde pública, as escolas públicas já estavam abandonadas a própria sorte, professores ficavam meses sem receber salários, minha tia e mãe era professores e ficávamos rezando para receber um salário. O Regime militar reorganizou o país, o criou-se uma saúde pública, combateu-se a inflação e se conseguiu o chamado milagre brasileiro. ESquecem que toda infraestrutura de energia, tratamento de água, esgoto, etc é fruto do governo militar, pois o PAC foi histórinha para ganhar votos. Acho que a democracia tem que amadurecer e procurar os erros e corrigi-los ao invés de olhar no passado e inventar culpados.

    • Ari 06/04/2014 16:34

      Quem te contou esta história ?

      • Augusto 06/04/2014 18:43

        Meus pais, meus tios, meus avós, todos que viveram aquele período, antes e depois de 1964. Detalhe: nenhum deles eram militares.

    • Adolfo César 06/04/2014 16:19

      OS MELHORES ANOS DE MINHA VIDA DE 64 A 86, QUANDO VIERAM OS GOLPES DO CRUZADO/INFLAÇÃO, CONFISCO DA POUPANÇA E INFLAÇÃO, REAL DOS IMPOSTOS E MENSALÕES DE TODOS OS PARTIDOS. ESSA DE CONSTRUIR BRASÍLIA, FOI A MAIOR DÍVIDA DEIXADA PELO JK, QUE QUERIA A CORRUPÇÃO SEM CENSURA.

      • Não te Interessa da Silva Sauro 06/04/2014 16:45

        Hahahaha devia ter morrido e ficado por lá

  23. 69 Antonio carlos 06/04/2014 15:42

    Antes morriam inocentes tbm ,hoje alguns estão no poder e são inocentes ??? e hoje morrem pessoas de assaltos , falta de saude ,violencia , infartos de ver tanta impunidade ,de fome de cede , de tudo que vemos e ai ,,, o que e´melhor emmmmm……………..

  24. 68 Marco Valverde 06/04/2014 15:39

    Existiam duas facções políticas que manipulavam a sociedade para ficar no poder. Os militares, grupo independente, apoiou e ajudou uma delas, fim. Tudo girou em torno dos políticos brigando pelo poder. Hoje, além dos militares estarem a serviço dos políticos, a classe política já não está mais dividida apesar da existência dos inúmeros partidos políticos. Hoje, os políticos são pessoas que precisam da política para ganhar o pão de cada dia e enriquecer, o poder e a fama são um plus.

  25. 67 Caio M Rodrigues 06/04/2014 15:36

    No geral, gostei da matéria.

    Sim, porque ela coincide bastante bem com o que meu testemunho pessoal me deixou na memória: estou hoje nos meus 70 e, naqueles tempos, eu estava vivo, em vigília e sóbrio, trabalhando na indústria metalurgica privada.

    Apenas quero reagir contra o uso da palavra ‘democracia’ ou ‘democrático’ no texto.
    E o uso é consistente com a linguagem comum geral, e portanto minha reação serve para o uso comum do vocábulo.

    O fato concreto é que nunca tivemos democracia, e nada foi democrático neste país, nem antes nem depois de 1964, e muito menos nos dias atuais.

    Se sente impulsos de rejeitar o que escrevi acima, então, por favor, leia isto primeiro:

    “DEMOCRACIA” = CONSENSO E CONSENTIMENTO, OU . . . SECESSÃO

    Democracia é um processo de escolha pelo consenso e consentimento. Como o que se usa nos tribunais do juri.

    Na orígem, o processo democrático de decisão, por exemplo quanto a uma lei na Câmara Baixa, era feito por consenso: consenso em torno do objetivo – no caso, em torno do resultado objetivo e mensurável a ser atingido pela aplicação da lei em tramitação, e também consenso sobre o modo como o poder público deve atuar sob sua tutela.

    Paralelamente, uma lei federal só deveria versar sobre regulamentação da atividade do Estado: ela nunca deveria tratar da conduta dos indivíduos, do povo, nem de suas organizações.

    E mais: tôda legislação versando sobre, ou regulando, prescrevendo a atividade e a conduta privada e dos indivíduos, deveria estar na alçada exclusiva dos municípios ou, quando muito dos Estados. Nunca na alçada da União. Não deveria haver leis federais versando sobre os atos e condutas dos indivíduos e suas organizações. Só leis estaduais e municipais, além da Lei Natural, dos costumes e da chamada Côrte Social.

    Se e quando, agindo daquela forma, o CONSENSO não fosse atingido, o processo democrático previa uma rodada de CONSENTIMENTO.

    O consentimento consiste em estabelecer um intervalo de tempo em que a lei tem aprovação provisória . . . em confiança, ficando agendada uma reavaliação ao final daquele tempo (que geramente dura um ou dois ciclos da lei).

    Esse processo ainda é bastante usado no ambiente internacional e em países adiantados politicamente.

    Quando o consenso e consentimento não forem alcançados, a lei tem que ser desmembrada em pedaços. Cada pedaço sendo tratado pelo mesmo processo democrático de consenso/consentimento.

    No final, pode acontecer que alguns pedaços não obtêm consenso nem consentimento.

    Neste caso, as partes do desmembramento para as quais o consenso não pudesse ser alcançado, eram dadas como assunto a ser delegado aos estados federativos.

    Se, ainda assim, não houvesse consenso,, o processo descia até os municípios e pequenas comunidades.

    Para se aprovar pelo consenso, é sempre exigida clareza e comunalidade de entendimento sobre os efeitos benéficos para a população atingida pela propositura.

    Lembrar que consenso não significa ‘unanimidade’, mas o entendimento comum, ainda que a predisposição ao acordo varie entre os indivíduos.

    Se, no final de tudo, não se chegasse a consenso ou consentimento, o assunto deixava de ser matéria de lei e passava a ser administrado caso a caso por cada comunidade e pelo judiciário.

    A noção de jurisprudência era totalmente vetada, proibida. Não existe “paradigma jurídico”, porque a casuística é sempre própria, eindividual e exótica. Além disso, por acomodação ou por “praticidade”, o que chamamos ‘jurisprudência’, acaba sendo uma forma aberrante de legislação pelo judiciário.

    Por exemplo, um grupo de jurados poderia perfeitamente mudar a aplicação de uma dada lei, no caso em julgamento, quando os jurados considerassem a lei pouco ou nada aplicável.

    O problema que ninguem menciona nem leva em conta, e que ocorreu ao longo dos anos, foi que, para manter centralização de poder, as corporações de poderosos fizeram um remendo porco no conceito, introduzindo a noção de “decisão pela maioria aritmética”.

    E aí então, a “democracia” virtuosa manteve o nome mas se transformou numa arapuca. Leis passaram a ser aprovadas, e dispositivos legais aceitos por um processo bastardo, sujeito a embustes de toda ordem.

    Por isso é que temos a impressão que a “democracia” brasileira está em decomposição. Como se pode ver, não é a democracia verdadeira que está com problemas, mas a corruptela que já nasceu com áreas gangrenadas.

    Experimente pensar como seriam as coisas no caso em que uma decisão geral só fosse tomada por consenso e consentimento…

    O que aconteceria se, caso nenhum dos dois – consenso e consentimento – fosse alcançado, e a lei em tramitação ou projeto fosse secessionado e tratado em partes, ou declinado ao nível de cada um dos Estados da Federação…

    Esse seria o caso, diante de uma impossibilidade de trata-los o todo da população do país da mesma forma, ou no caso de desacordo quanto à aplicação em certas regiões com culturas e ambientes diferenciados.

    E o processo democrátivo verdadeiro ainda permitiria conciliar a legislação com a diversidade de ambientes e culturas, que é a realidade do país federado.

    Cada estado teria sua regra sobre aquele assunto, e pessoas e empresas que sentissem que desempenhariam melhor sob uma dada norma, procurariam se instalar no estado federado onde ela vigorasse.

    E emigrariam do estado federado onde a legislação está em desacordo com suas convicções ou imprópria para seu tipo de pensamento ou atividade econômica, social, religiosa etc.

    No médio prazo, o Estado que fizesse leis mais benéficas para o povo e para as atividades dele, prosperariam. A prosperidade da atividade produtiva seria a prova inequívoca da excelência do ambiente legal e jurídico.

    É claro que atualmente, a maior parte das leis federais subiria (sim subiria – estado federado tem primazia sobre a União) e se transformaria em leis estaduais.

    E aí apareceriam diferenças que permitiriam ao povo comparar desempenho de leis. Saber-se-ia dizer objetivamente que leis são boas e que leis são contra o interesse da Nação e Povo.

    Do jeito que fazemos hoje, as leis são todas em benefício do Estado e dos operadores do Estado: o Consórcio das 5 Quadrilhas – 1 – funcionários, 2. Políticos, 3. Sindicatos, 4. Empresários parasitas amigos dos das outras 3 quadrilhas e 5. Advogados no setor privado assessores das quadrilhas.

    Percebe o risco que corremos se tomamos pelo valor de face as palavras dos acadêmicos da filosofia política, ou dos políticos ou dos burocratas, isto é: dos ‘Operadores do Estado’?

    Fui claro?

    • Luiza Maria 06/04/2014 17:53

      Foi claríssimo, Caio M Rodrigues.
      Suas palavras deveriam até ser publicadas para atingirem um público maior. Procure fazê-lo. Seria interessante.
      O povo brasileiro precisa e merece saber mais para decidir melhor.
      Obrigada!

  26. 66 Antonio Oreb Neto 06/04/2014 15:36

    Particularmente eu, não consigo ver grandes diferenças no que tange à efetiva participação popular mais efetiva tanto na administração como na legislação brasileira quando comparamos os períodos compreendidos entre 1964 e 1995 e entre 1995 e 2014, as decisões continuam sendo feitas sem a participação direta da população.
    Entre 1964 e 1995 existiram congressistas eleitos pelo povo e os nomeados pela gestões da época. Entre 1995 e 2014 que assumiram postos no congresso nacional também sem ter recebido um voto sequer.
    Da chamada constituição cidadã por Ulysses Guimarães, não consigo recordar que sequer um dos seus artigos tivesse passado pelo “crivo”popular.
    Outro exemplo claro está relacionada aos impostos, cuja origem astronômica atual foi alicerçada no Governo Figueiredo quando do seu pedido de recursos ao FMI. As últimas três gestões federais “se gambaram-se”da dívida estar quitada e, na esteira da atual “democratura”sequer cogitaram em reduzir os impostos à níveis saudáveis para o crescimento econômico da nação, mantendo as decisões ditatoriais de 1982/1983. Por uma reforma política administrativa urgente e balizada em legislação que o povo votar como legítima. Temos que parar de misturar as raízes da palavra democracia, não pode continuar sendo para nós como o “governo do diabo”, mas sim vir a ser o governo do povo, pelo povo e para o povo!

  27. 65 Luciano 06/04/2014 15:31

    Belo ensaio, Rodrigo. História polarizada não é verdadeiramente História; basta lembrar do famoso “apagamento” de Trotsky das fotos ao lado de Lênin (http://pt.wikipedia.org/wiki/Falsifica%C3%A7%C3%B5es_de_fotografias_na_Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica).
    Houve excessos de ambos os lados e o que importa é que não se repitam os erros do passado. É justo buscar saber o que houve com as pessoas desaparecidas, seja de que lado lutaram.

    • Reinaldo 06/04/2014 16:50

      Luciano,
      Falou tudo…
      História com lacunas não é história, é o mesmo que ler um livro e descobrir que estão faltando páginas.
      Está claro e mesmo um leigo percebe que os dois lados cometeram erros absurdos.
      Polarização só em feira de ciências! E ainda por conta dos fenômenos da natureza, incontroláveis pelo homem!

  28. 64 mauro 06/04/2014 15:28

    Talvez não concordam, mais como dizem que muita gente inocente morria na época, será que esses inocentes que ocupam o planalto hoje não mereciam?

  29. 63 azambuja 06/04/2014 15:26

    SOU DO TEMPO DO GOLPE

    Sou totalmente contra qualquer ditadura, mas fui totalmente a favor dos militares controlarem o poder. Vejam o que sucede hoje; `Porque a sra. Dilma não critica a ditadura Cubana, ja que lutou contra a nossa ditadura. E seus partidarios. `Porque o PT luta conta uma CPI da Petrobras? Não deveve-se se aberto e investigar roubalheiras? Porque em Cuba e na Creia do Norte não se tem debates como estes? Guerra é guerra, o exército fechou um congresso de ladrões, mas infelizmente fez vistas grossas a outros tipos de facaltruas, o que acontece sempre em regimes onde são proibidas constentações.
    Pergunta final. Por que nossa ditadura militar caiu e a ditadura Cubana persiste? Por que o povo cubano tornou-se um escravo sem direito a constentações. Você que combatem a nossa ditadura devem agradecer aos nossos militares por poderem os estar criticando hoje, pois se estivessem em cuba e descobrissesm que haviam cometido um engano em apoiar malandres e vagabundos, com o o pessoal do PT, poderiam os estar criticando sem serem presos???

  30. 62 Gastão Fernando 06/04/2014 15:22

    Sou a favor do controle militar.
    É o único meio de acabar com os roubos de nossos políticos, combater o trafego de drogas, contrabandos, fraudes dos governantes, etc.
    A eleição de nosso governantes deve existir mais com controle dos militares. Todo político corruptor deve ser preso e seus bens bloqueados.
    Nosso país tem um potencial muito grande e sua população não merece passar por tanta privação e humilhação.

    • gustavo 06/04/2014 15:50

      Apenas um detalhe: até mesmo no seio das forças armadas existe corrupção. Uma rápida pesquisa no STM. verá que existem processos de militares que se envolveram em desvio de dinheiro, licitações estranhas etc etc., fora que a sociedade civil não tem acesso até hoje a muitos dos documentos produzidos na caserna. A sociedade civil que paga os militares deveria voltar seus olhos para isso e não acreditar piamente no pouco que é mostrado por eles. Nesse país a corrupção é endêmica e existe em todo e qualquer nicho do que é público, independente do governo estabelecido.

  31. 61 wanderlei 06/04/2014 15:22

    SE VOLTASSE O REGIME MILITAR O PT IA ESTAR XXXXX

    • Bruno 06/04/2014 15:47

      Nós todos.

  32. 60 Paulo 06/04/2014 15:14

    Caro Aarão:
    Parabéns ! Você é um dos únicos historiadores que eu conheço que não tem vergonha de falar a verdade sobre um fato histórico que ocorreu em nosso país por vontade popular.
    O mesmo ocorreu em vários países da Am Sul e todos acham que foi uma grande “coincidência”. Todos os países tiveram grupos que souberam, na hora certa, dar um basta para a marcha da ditadura do proletariado, financiada por Cuba e pela falecida URSS.
    É triste vermos muitos ex-guerrilheiros, que lutavam pela implantação de uma “democracia á moda cubana” receberem gordas indenizações pagas com o dinheiro de nossos impostos.
    Eu espero sinceramente que livros como o seu possa esclarecer nossos jovens sobre um assunto que não sai da pauta de nossa imprensa parcial e muitas vezes paga.
    Paulo

    • Reinaldo 06/04/2014 15:49

      Paulo,
      A que vontade popular você se refere? Aos 500 mil presentes na manifestação de São Paulo?
      Ou você está se referindo a 79 milhões de habitantes que o Brasil possuía em 1964. Essa população brasileira foi ouvida, através de um referendo, antes do golpe?

      Podia até ter apoio da elite, e tinha, porém quem pegou em armas foram as forças armadas por iniciativa de um general sexagenário que de pijamas resolveu tomar o poder a força, passando por cima da constituição brasileira.

      Para que constituição, se ela não é respeitada?

      Para que ter regras do jogo se ela não vale nada?

      • Lenilton 06/04/2014 16:52

        Tem razão Reinaldo. Para que constituição, se ela não é respeitada.
        Para dar dinheiro (emprestar) a outros países é necessário ter aprovação do congresso nacional (Art 49 da CF), mas parece que nossa presidente não sabe disso, afinal ela vive emprestando dinheiro para CUBA.

  33. 59 Severino 06/04/2014 15:08

    A partir do momento que uma junta militar assume o comando do país, extingue direitos civis e políticos, persegue pessoas que são contra suas idéias e permanece no poder por mais de 20 anos não outra definição que não seja golpe. A sociedade que se juntou aos militares foi a elite (leia-se grandes empresários preocupados em perder seus níqueis caso houvesse uma revolução comunista no país). Para tal convenceram aqueles menos esclarecidos que o país corria tal risco de se tornar uma ditadura do proletariado. Tentaram fazer a mesma coisa contra a eleição de Lula. Em 89 conseguiram. Tentaram de novo em 2.002. Em um momento que se buscar a verdade sobre o período de ditadura é natural que quem estava do lado de militares tentem se defender todas as maneiras.

    • Marcos 08/04/2014 1:07

      Cala a boca Severino….. vc só falou /\/\erda. Ou melhor só repetiu as /\/\erdas q a mídia comunista golpista enfia goela abaixo dos incautos

    • Marcos 08/04/2014 1:05

      Severino vc só falou /\/\erda. Ou melhor só repetiu as /\/\erdas q a mídia comunista golpista enfia goela abaixo dos incautos

    • LUIZ SOROCABA 06/04/2014 19:10

      Permaneceu no poder por 20 anos até a situação ficar pianinha e devolveu o país à democracia plena. Daí veio o PT em 2003 e está aos poucos injetando o veneno vermelho no seio da sociedade jogando pobres contra ricos, preto contra branco, nordeste contra sul e fechando os olhos ao avanço da bandidagem no país, com 50.000 mortos por assassinato. Porque tudo isso interessa à doutrina e sonho delirante do PT et caterva. Bagunçar o país, como reza a cartilha Leninista. Em paralelo aprovam a desgraceira que se tornou a Venezuela e a cinquentenária ditadura de Cuba, à barbárie iraniana e por aí afora. Enquanto isso Chile, Colombia e outros vão crescendo civilizadamente navegando em outros mares.

    • Marcio S. Lacerda 06/04/2014 17:19

      Severino, com certeza não viveu naquela época ou estava doutrinado. Havia greves, passeatas, comícios inflamados, invasões de propriedades privadas no campo ou cidade, desabastecimento, filas em mercado… Não estou falando da Venezuela de hoje mas o Brasil de 1964. Uma insegurança total. Não foi a elite que gritou mas a classe média se é que você a considera elite. Após o golpe, como por milagre a ordem voltou e o país, agora bem administrado, voltou a crescer. Abcs

    • Paulo 06/04/2014 15:27

      Caro Severino:
      Se por acaso você ver os casos históricos das revoluções comunistas talvez você mude de idéia…
      Alías, acho que o melhor nome que poderia ter sido dado a esse evento é “contra-golpe”, ou será que você não enxergou até agora que se a esquerda ganhasse nós viraríamos uma Cuba e não seriam só os empresários que iriam perder as suas riquezas, NÓS TODOS perderíamos a nossa liberdade.
      Se estiver duvidando do que estou lhe dizendo, vá passar uns três dias em Cuba e depois tire suas próprias conclusões…
      Como faz falta o estudo da História…
      Abraço

      • joubert 06/04/2014 16:08

        fala-se muito de cuba e sua cruel ditadura mas o que era cuba antes da ditadura o bordel da america um pais que o eua tinham direito de intervir e explorado por militares corruptos quando cuba se revolta e consegue derrubar uma ditadura das mais corruptas acaba ten do que se aliar aos russos para não ser invadidos pelo eua
        e a partir dai depois que EUA passou a vender essa ideia que qualquer um que defende-se um pais independente seria comunista isso sim é historia
        Afinal uqm ia dar o tal golpe comunista em 64 o fazendeiro goulart? apoiado por quem pelos poucos militares legalistas que não trairam? todos homens decentes nenhum deles comunista
        ora bolas que havia como ha hoje grupos radicais de esquerda havia mas nenhum com poder para dar golpe nenhum

      • Reinaldo 06/04/2014 16:00

        Paulo,
        Ambas as ditaduras tiraram do povo as liberdades individuais. Porém a do regime militar teve também influência neurótica de uma guerra fria instituída naquele período. A influência de pensamentos comunistas e ideologias similares, sempre existirão, porém, não será um regime ditatorial militar que vai salvar um país. O tal regime serve apenas como um paliativo.

        Veja o momento que vivemos… parece buscarmos semelhança com 64, porém as instituições estão mais fortes, o povo mais instruídos em relação àquele período. Hoje até quem tem 16 anos vota, vivemos um período inseguro na criminalidade, mas podemos falar, expressar nossas ideologias, discutir abertamente o que queremos e assim aprendermos e evoluirmos. Uma ideologia não se constrói com viseira, mas com visão. Nada disso podia no regime militar.

        Não dá pra negar que as ferramentas de repressão utilizadas no regime militar não difere da comunista.

      • Bruno 06/04/2014 15:46

        Por quê,as liberdades não foram perdidas por 21 anos.?
        Que bobagem achar que o Golpe de 1º de abril “impediu o Brasil de se tornar uma ditadura de esquerda” como Cuba , Coreia do Norte ou Vietnã e ser um servo da URSS.
        Como isso poderia acontecer? No mundo só aconteceu de 3 maneiras: por vontade popular (como em Cuba), por imposição das forças armadas (como no Cambodja) ou por imposição de um país estrangeiro ( como a URSS fez no Leste Europeu).
        Nenhuma destas condições estava presente no Brasil à época, nem a população queria um regime comunista, nossas forças armadas não eram de esquerda e a URSS não tinha como impor o seu regime em um país tão longe deles e tão grande quanto o Brasil, só se limitou a mandar uns trocados para seus simpatizantes aqui.
        Como que um tanto de gatos pingados sem dinheiro e mal treinados iam impor sua vontade ao país inteiro?

    • guilherme 06/04/2014 15:24

      Talvez o termo junta militar seja o mais correto, se vários setores da sociedade estavam esperando o dia “D” chegar é difícil pensar no termo golpe, haja vista que as entidades de classe, como a OAB, a Igreja, a sociedade civil em geral e até alguns membros de esquerda descontentes com o rumo que o país atravessava à época almejavam tal procedimento

    • Paulo 06/04/2014 15:22

      Sim Jorge…
      Interessaria muito mais às elites cubanas caso nosso povo não tivesse revertido a situação.
      Essa história de falar “elite”, “imperialismo” e outros termos pregados pela nossa esquerda já caiu de moda no mundo todo…
      Só no Brasil (apesar de toda a nossa experiência política atual…), nossa esquerda ainda persiste com esses termos…
      Foi MUITO BOM não termos caído nas garras das elites cubanas e russas….
      Abraço

      • Reinaldo 06/04/2014 16:12

        Paulo,
        Insisto… Elite, contra 79 milhões de habitantes, dos quais 90% excluídos do direito de decidir sobre o rumo do país. Quando um povo não é ouvido, mas somente uma pequena parcela, então essa parcela se torna privilegiada, ou seja, uma Elite.

        Segundo o MEC, nos anos 60 a taxa de analfabetos era de 39% da população brasileira, esses não votavam, mas trabalhavam, produziam riquezas, eram cidadãos brasileiros e patriotas, mas não decidiam os rumos do seu próprio país!

  34. 58 Reinaldo 06/04/2014 15:06

    Nem hábito adquirido e nem preguiça intelectual, a coisa se polarizou mesmo entre os contra e os a favor, só isso. Os de direita sabem muito bem como as coisas aconteceram, mas são tendenciosos, assim como os de esquerda que querem fazer sua própria história. Raramente há um olhar imparcial de alguém que se despe de qualquer ideologia e olhe para os fatos históricos sem qualquer interesse, apenas o de relatar os acontecimentos exatamente como ocorreram deixando as opiniões e as conclusões somente para quem lê.

    Mas não precisa ir muito longe, basta buscar nos jornais da época, dia-a-dia, o desenrolar dos acontecimentos. Mesmo depois de censurado, ainda é possível ver quem é quem. Acho que o brasileiro é muito apegado a ideologia, por isso não consegue tirar conclusões razoáveis, apenas emotivas.

  35. 57 wagner 06/04/2014 15:06

    A geração atual, talvez influenciada por relatos equivocados, não entende o quanto foram maravilhosos os anos da chamada Ditadura. Em grandes cidades como São Paulo, onde morei de 1969 a 1978, como foram bons aqueles tempos. Ainda na faixa dos 20 anos, podia andar sossegado pelas bocas do centro a qualquer hora da noite, sem ser importunado por bandidos (bastava ter comigo o meu comprovante de trabalho para não ser preso por vadiagem, hoje os vadios são protegidos e os trabalhadores se sentem presos e com medo dos vadios e vagabundos). Para o cidadão de bem havia toda e merecida proteção. A polícia era respeitada, pois ela não dava moleza para bandidos e para subversivos. O pau-de-arara e o esquadrão da morte existia para mostrar que bandido não tinha vez. Toda vez que um subversivo era preso ou morto a população comemorava; para os que sobreviveram, parece-me que o couro foi pouco, pois ao chegarem ao poder cometeram e cometem falcatruas ( estão aí o mensalão e a refinaria de Pasadena que não me deixam mentir).

    • jose 06/04/2014 15:40

      Concordo bons tempos aqueles, faziamos de tudo menos falar mal do presidente da Republica, hoje só podemos falar mal do presidente……

    • Bruno 06/04/2014 15:29

      É incrível a confusão que se faz entre violência urbana e regime político.
      Também, como se a ditadura não tivesse responsabilidade alguma sobre os problemas que acontecem hoje, como se as favelas não tivessem se expandido naquele tempo, como se aquele não tivesse sido um período de altíssima concentração de renda e isso não tivesse nada a ver com os problemas atuais.É bom lembrar que os erros de governo, quase sempre, deixam seus efeitos por décadas e, portanto, os da ditadura não se encerraram quando ela acabou, não se encerraram ainda.
      Qualquer regime, seja de direita , esquerda ou outro tipo, que prende, tortura e mata quem simplesmente discorda dele e abominável , indefensável e abjeto, não há o que o justifique.
      Quanto a segurança nas ruas, se formos pela lógica do comentário acima, deveríamos estar pleiteando a volta do Império, pois no seu tempo ela era ainda maior.

  36. 56 Jose Tadeu Sales 06/04/2014 15:05

    Foi um golpe militar com apoio da elite da época e dos EUA. Basta ser um pouco inteligente e pesquisar, ao invés de se basear na mídia da época ou mesmo na mídia atual. Não existe golpe sem que haja alguma força militar para implementá-lo. Ou seja, a elite brasileira e os EUA não queriam reformas profundas no Brasil, mesmo porque não era de interesse deles, e usaram o exército e a mídia para camuflar as verdadeiras intenções. Sem dúvida foi um retrocesso para o Brasil em termos de educação, saúde e cidadania, e estamos até hoje colhendo os frutos que plantaram em 1964. Isso é história!

  37. 55 Aliberto Amaral 06/04/2014 15:04

    Belo trabalho do Prof.Airao. Eu estive ña passeata das 500 mil pessoas.Era gurí. Rodrigo costes mto corajoso.Parabens.

  38. 54 jose mendes do carmo 06/04/2014 15:04

    Com certeza não foi golpe e sim uma revolução para manter o Brasil livre do Comunismo, que agora volta a ameaçar a Democracia,e estes presos na Papuda é a prova incontestavel da falta de valor moral dos contra revolucionarios.

  39. 53 Flavio Scherer 06/04/2014 14:51

    Se 500 milhoes de pessoas apoiaram o golpe, como todos falam, nao pode ser golpe militar, pode ser golpe milita e civil, mas hje virou moda colocar a culpa toda nos militares da ´época, é uma coisa totalmente fora de constesto.

  40. 52 walmir 06/04/2014 14:49

    brasil esta precisando volta esses velhos tempos , tomara que volte logo
    diga sim ao regime militar

    • gustavo 06/04/2014 15:51

      nunca mais será, desculpe.

  41. 51 JORGE BURLAMAQUI LOPES DA COSTA 06/04/2014 14:45

    Prezados(as),

    A quem interessa esta obra e reportagem, a que elite, sim, pois como naqueles anos ainda hoje vivemos incertezas e interesses não conhecidos das elites.

    Vejo que há uma confusão a cerca do assunto e confusão esta previamente planificada, como é tudo em politica, nada é feito de improviso.

    As manifestações até hoje no Brasil, são organizadas e planejadas e por quem? não há clareza e honestidade, mas isto é parte da cultura do consumismo e capitalismo.

    A pergunta é, até quando vamos ser um País de meia duzia de exploradores e milhões de explorados?

    Devemos pensar e muito e Educar a nossa infância para daqui a algumas dezenas de anos, lograrmos mudanças de consciência e formar uma nova sociedade, porém culta e sabedora dos seus direitos, pois obrigações, estas sabemos e cumprimos, mesmo que seja obrigados e por pressão.

    • Reinaldo 06/04/2014 16:42

      Jorge,
      Somos um país de meia duzia de exploradores e milhões de explorados desde sempre, até em 1964, quando uma elite detinha o poder, salvaguardada pelas forças armadas.
      Essa questão entre a esquerda e a direita mascara uma outra questão que segue paralelo ao poder… Quem detém o poder, detém as riquezas!

      Não é a toa que as ferramentas de repressão utilizadas tanto de um lado como do outro, são muito semelhantes. O objetivo no fundo é o mesmo, o poder pelo controle da massa. Isso tanto ocorre nos países comunistas como nos países com regimes militares de direita, os dois controlam a população por meio do controle e imposição, nunca pela liberdade.

      O Brasil é um país com riquezas naturais imensuráveis, porém a grande massa da população não tem sequer acesso a recursos básicos, como escola decente, saúde pública decente e segurança pública decente. Não falei nem em um pedacinho de chão, um direito básico de qualquer brasileiro nato, trabalhador e contribuinte com os impostos e para com o crescimento do Brasil.

      Com toda sinceridade, vimos isso acontecer algum dia no Brasil?

      A elite de direita rançosa, preconceituosa e gananciosa, não deixa isso acontecer para a população mais carente e miserável do país e a esquerda rancorosa, prepotente e indisciplinada, idem…

    • Paulo 06/04/2014 15:19

      Sim Jorge…
      Interessaria muito mais às elites cubanas caso nosso povo não tivesse revertido a situação.
      Essa história de falar “elite”, “imperialismo” e outros termos pregados pela nossa esquerda já caiu de moda no mundo todo…
      Só no Brasil (apesar de toda a nossa experiência política atual…), nossa esquerda ainda persiste com esses termos…
      Foi MUITO BOM não termos caído nas garras das elites cubanas e russas….
      Abraço

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