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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 Jornalismo, Literatura | 09:12

Por que o escritor Chico Buarque é superestimado

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Até o penúltimo livro de Chico Buarque, Leite derramado, ficava combinado assim: quando ele tivesse uma obra publicada, o mais tradicional de nossos galardões – o Prêmio Jabuti – tinha destino certo. O resto que chiasse. Até que a coisa ficou explícita demais em 2010.

Naquele ano, segundo colocado na categoria romance, Chico levou para a sua cobertura, no Alto Leblon, no Rio, o grande prêmio da noite – obra e graça de um complicado regulamento, que previa uma confusa segunda etapa, na qual os três primeiros colocados nas principais categorias concorriam ao título do ano de ficção e de não-ficção. E em vez do júri especializado da primeira fase, a escolha dos vencedores cabia aos representantes da Câmara Brasileira do Livro (livreiros, editores, agentes, distribuidores e demais representantes do setor editorial), em geral pouco afeitos ao exercício da crítica literária.

O bafafá irrompeu com a vitória de Leite derramado, nos mesmos moldes que já ocorrera em 2004, com Budapeste (terceiro lugar na categoria romance e em seguida escolhido como livro do ano de ficção). E se a grita de editores vinha de longe mas permanecia nas coxias, em 2010 um peso-pesado do mercado editorial, o editor Sérgio Machado, do Grupo Record, sentiu-se indignado com o que chamou de situação “esdrúxula”. Editor do primeiro colocado na categoria romance daquele ano, o estreante Edney Silvestre e seu E se eu fechar os olhos agora, Machado saiu atirando: para ele, o Prêmio Jabuti seria uma “comédia de erros”, e anunciou que não mais inscreveria os livros da editora a partir dali.

O editor de Chico, Luiz Schwarcz (Companhia das Letras), respondeu em tom severo, muita gente opinou, a crise se instalou e, no fim das contas, a CBL mudou as regras do jogo a partir do ano seguinte. “Antes os escritores eram prestigiados pelos prêmios, agora são os prêmios que precisam dos escritores para ter prestígio”, resumiu na época o editor José Mário Pereira, da Topbooks.

Convém lembrar: aquele foi o terceiro Jabuti de Chico. Ele também já vencera com Benjamim. Em outras palavras, desconsiderando Fazenda modelo, até publicar no fim de 2014 O irmão alemão, o filho de Sérgio Buarque de Hollanda tinha quatro romances e três Jabuti. Um Schumacher das letras.

O ídolo precede o escritor

O episódio vem à memória para sublinhar a dura vida do Chico Buarque escritor. Como afirmou com a sabedoria de sempre o jornalista Paulo Roberto Pires, no blog do Instituto Moreira Salles, é muito fácil gostar de um livro de Chico Buarque; e é muito fácil detestá-lo. A despeito de si mesmo, o ídolo precede o escritor, no que resulta uma conclusão natural: num ambiente de culto à celebridade, do qual Chico não consegue mais escapar, o escritor termina por ser excessivamente superestimado e celebrado.

Assim sugeriu Paulo Roberto Pires: para os fãs, tudo o que vem dele é genial, mesmo que muita gente boa tenha que suar a camisa para enfrentar sua prosa intrincada fingindo que é o refrão de “Vai passar”. Para os detratores, parece continuar valendo a sentença de um crítico, que em 1991 recebeu Estorvo lembrando que “literatura” era coisa de “escritor” e não de “cantor” (!). Ao genial responsável por nossas grandes paixões e dores de cotovelo que pareciam eternas não seria concedido o direito de ingressar no complexo mundo da literatura – e vender mais do que qualquer outro escritor brasileiro vivo, então, isto já seria uma heresia.

Chico Buarque é um bom escritor. Em seus momentos mais maduros, exibiu obras razoáveis. Concebeu romances de estrutura inteligente. Conseguiu momentos incrivelmente divertidos. Produziu trechos notáveis do ponto de vista literário.

O culto excessivo e ostensivo à imagem de Chico Buarque torna-se inevitavelmente o maior algoz do escritor. Ele pode ser um bom escritor, a leitura agrada em alguns momentos, mas quase sempre, mesmo nos melhores momentos, o todo é muito menor do que a soma das partes – razão pela qual ainda lhe falta “a” grande obra literária.

A irregularidade é sua marca. Um momento brilhante, de algum rigor na escrita, sem palavras mal escolhidas ou frases fora de ritmo, é invariavelmente sucedido por um lampejo de fraqueza estilística ou por armadilhas da própria trama que criou.

As armadilhas do irmão alemão

O Irmão Alemão Chico Buarque Companhia das Letras 240 páginas R$ 39,90

O irmão alemão
Chico Buarque
Companhia das Letras
240 páginas
R$ 39,90

Assim ocorre no seu mais recente livro, O irmão alemão, no qual Chico transforma em literatura a descoberta, ainda jovem, de que seu pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, tivera um filho na Alemanha em 1930. Embaralha invenção e biografia, realizando o que virou moda chamar-se de “autoficção”.

Dos muitos elogios exagerados que recebeu, prefiro a crítica sensata do professor Alcir Pécora, em artigo publicado na Folha de S.Paulo: “A novela poderia guardar o encanto secreto das narrativas de busca (…) não caísse em armadilhas fatais, que a tornam basicamente insossa”.

Convém destacar aqui duas duas dessas armadilhas.

A primeira: a incapacidade de ajustar o tom picaresco da narração, associado à rivalidade sexual dos irmãos,  ao pitoresco italiano da mãe e ao caricato alheamento intelectual do pai, com o tema dos desaparecimentos.

A segunda: a forma de construir o passado com um “realismo postiço” (expressão de Pécora), composto de marcas de carros, nomes de ruas, bares de moda, artistas e restaurantes de uma São Paulo de 1968. Um excesso de detalhamento didático que não passa de uma etiqueta de um burocrático retrô, não uma imagem convincente da cidade da época.

Nas últimas páginas de seu livro, Chico enumera informações sobre a vida de Sergio Gunther, o irmão alemão que sobreviveu à guerra e se tornou cantor e compositor. E faz uma nota sobre como foram as investigações na Alemanha. Troca a literatura pelo relatório puro e simples, o que deixa o leitor menos fã intrigado: não teria colhido melhor resultado se fosse o Chico, e não o personagem-narrador Ciccio – a narrar essa história maravilhosa?

Com mais biografia e menos ficção que lhe trazem armadilhas, repletas de repetições e gracinhas tolas, a narrativa de O irmão alemão sairia tão menor que a história que o inspirou?

A generosidade excessiva da mídia

Embora seja um bom escritor, certamente não seria agraciado com tantas linhas, tanto espaço e tanta generosidade não fosse ele quem é. E nisto não reside uma constatação melancólica, ácida ou desesperada, e sim uma obviedade de quem enxerga o mundo com as devidas variáveis comercial, mercadológica e mesmo psicanalítica.

Chico vende. Chico é amigo da imprensa. Chico é gênio. Chico tem boas relações. Chico é ídolo. A mídia precisa de ídolos.

Com essa soma de atributos e com a magnífica contribuição do marketing preciso e profissional da Companhia das Letras, Chico não precisa dar entrevistas para que jornais e revistas dediquem-lhe generosos espaços. A cada lançamento seu, jornalistas se esforçam pela maior amplitude possível que não se vê em muitas obras – um jornal chega a tratar como regra convidar três ou quatro resenhistas; outro não dispensa  a ideia de percorrer os locais em que suas tramas se passam.

Este foi um dos desserviços prestados pela imprensa a O irmão alemão. Foram tantos os textos sobre as árvores genealógicas dos Buarque de Hollanda, sobre as referencias a W. G. Sebald, sobre as motivações da obra, que o livro passou a ser compreendido demais, codificado demais – associações extraliterárias das quais escaparam suas obras anteriores.

Mas não se engane: Chico demonstra uma atitude blasé diante da imprensa, finge não gostar até, mas costumar ficar atentíssimo a tudo o que sai sobre ele, sobretudo na mídia tradicional. Se algo lhe desagrada, aciona seus amigos nas escalas mais altas das redações ou, se for o caso, recorre a um competentíssimo assessor de imprensa, com quem trabalha há muitos anos. Quando deseja dizer algo, escolhe a dedo os jornalistas que lhe servirão de interlocutores, em geral amigos de confiança.

Mais recluso, mais celebridade

Eis o que talvez seja um paradoxo de nosso tempo. Tanto na obra do compositor e cantor de 1987 em diante – quando mergulhou numa musicalidade mais intimista – quanto na obra literária, seus trabalhos se tornaram menos empolgados, menos comunicativos. Nesse tempo, Chico quis ser cada vez menos celebridade, mas nunca parou de crescer como celebridade. (Além do culto em torno de si, não deixa de ser uma atitude de celebridade destes tempos um autor ou um cantor resolver não conceder entrevistas à época de lançar sua obra.)

Foi justamente o período em que Chico Buarque se tornou cada vez mais escritor. A literatura, em especial, pareceu tornar-se o veio mais adequado para essa fase em que se fechou mais para si ou para uma atitude de resistência contra a dureza da realidade, em favor da proteção de um universo paralelo irreal, feito de sonhos e pesadelos. Não à toa, o imaginário literário flutua em sonhos confusos, como mostram os  narradores de Estorvo, Benjamin e Budapeste.

Se prevalecer a sina de sua trajetória literária, outros prêmios virão. Ainda que uma grande história tenha chegado ao fim diluída numa prosa quase jornalística, O irmão alemão tem como autor um bom escritor que, por se chamar Chico Buarque, larga com enorme vantagem contra qualquer romancista de sua geração.

 

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36 comentários | Comentar

  1. 86 decio afranio 08/01/2015 16:46

    Gênio como compositor e um cantor medíocre. Precisa-se de ídolos. Chico e Roberto Carlos são bons exemplo dessa necessidade do mercado.

  2. 85 Antonio Porfirio 06/01/2015 1:14

    Com todo o respeito, creio que o senhor Chico Buarque gostaria que fosse posto o ponto de interrogação (?) no final da frase: Por que o escritor Chico Buarque é superestimado (?), tendo em vista que o POR QUE (indubitavelmente no início da frase) separado serve para indicar pergunta. No entanto, como a frase é dúbia, não se sabe ao certo se o autor do texto tinha a intenção de perguntar ou afirmar, daí caber a observação supra. Com todo o respeito, claro.

  3. 84 Joaquim 05/01/2015 23:49

    Chico bom é o Chico Bento ! o resto é chiquititas ….

  4. 83 joaquim machado 05/01/2015 23:44

    Chico bom, é o Chico Bento … o resto é chiquititas …

  5. 82 antonio 05/01/2015 23:33

    O que o Brasil precisa e de mais Franciscos .

  6. 81 Carlos Roberto Alves Correa 05/01/2015 23:27

    Não sei, alias, é bem provável que eu esteja errado, afinal não existem verdades absolutas, mas não estarão concedendo a Chico Buarque as homenagens que alguém de seu porte só receberia apos a morte, não seriam esses prêmios, homenagens prepóstumas, digamos de passagem mais do que merecidas?

  7. 80 Maria Angelica 05/01/2015 22:58

    Expressoes saturadas do dia-a-dia, que se fossem usadas com mais economia daria um certo
    Encanto a prosa. Mas sao repetitivas.
    Nao acrescenta nada de interessante e é muito chata a forma de escrever.
    Precisa se reeinventar ou nao escrever.

  8. 79 Jimmy 05/01/2015 22:55

    Aos direitistas de plantão, lamentamos seu ódio e ignorância.

    Preferimos mesmo a Dilma do que votar em sabotadores como Aécio e FHC e toda a direita verminosa que quer entregar o país aos Estados Unidos e União Europeia.

    Preferimos mesmo a Dilma e o PT que promovem melhorias aos excluídos desse Brasil do que ser um quintal dos EUA, como o México por exemplo. Sabiam que o México não tem seguro-desemprego?

    Ah, não sabiam, né? Acho que é porque assistem muito ao Jornal Nacional, com o Bonner, o Waack e um time de jornalistas entreguistas. Uma ótima fonte de informações imparciais, não é mesmo?

    Sabiam que em todo país existe a classe pobre também?
    Tentem se colocar no lugar de uma pessoa pobre porque daí talvez vocês tenham mais humildade e inteligência para entender no que um Bolsa Família pode ajudar uma família que não tem nada para comer.

    Ah, mas vocês não se darão a esse trabalho, não é mesmo? Vocês nunca passaram fome, certo? Vocês são classe média e pensam: “Que se danem os pobres!”. Bela atitude altruísta!

    Pois é! É de brasileiros assim, sabotadores, que o Brasil não precisa. Por favor, vão morar lá nos Estados Unidos ou na Europa, adulando os estrangeiros, que provavelmente te tratarão muito bem como um latino, lavando pratos para eles e sendo humilhados em subempregos.

    Levem seu ódio, ignorância e desinformação e fiquem por lá. Mas por favor, depois quando estiverem lá sejam fortes e não chorem.

    Chico conhece o povo. Ele não precisa morar debaixo de um viaduto para mostrar/dizer que se importa e pensa nos mais desfavorecidos que formam também o povo brasileiro.

    Jimmy

  9. 78 Antonio Vieira 05/01/2015 22:33

    Gênio na música, na literatura, nas opções políticas. Somos todos irmãos petralhas, amado Chico!

  10. 77 Saulo 05/01/2015 22:25

    Chico já era. Talvez tenha sido bom no passado mas atualmente … … … nem jogar futebol ele sabe.
    Bye bye Chico!!!

  11. 76 Max Antonio 05/01/2015 20:52

    Artisticamente, o Chico é um gênio, dotado de uma criatividade ímpar. Mas, quando o seu lado político tende a elogiar o desgoverno dos PeTralhas, mostra ser ignorante e obtuso. Acorda, seu Chico!

  12. 75 carlos 05/01/2015 20:13

    Realmente Chico Buarqe de Holanda foi um ótimo compositor, de letra memoraveis, como escritor não tive o prazer ou desprazer, sempre foi palanquista de esquerda, porém politicamente sempre teve competencia limitada aos palanques, ao verbalismo, DEMAGOGIA PURA, como a maioria dos esquerdistas da midia, e como nossa propria midia gosta.

  13. 74 Cícero 05/01/2015 19:42

    Aos fracos de memória ou ainda não nascidos em 1990: O “guarda” italiano que fez o comercial da FIAT com Sebastião Lazaroni, técnico da Seleção Brasileira, veio ao Brasil como turista e uma das compras feita por ele aqui foram 5 (cinco) LPs de Chico Buarque.

  14. 73 Chiang 05/01/2015 19:33

    Jamais leria esse lixo chamado Chico Buarque. Li-xo!!!

  15. 72 gloria amarante 05/01/2015 18:34

    CHICO É O CHICO!!!!!!!
    SOLIDÁRIO, INTELIGENTE, SUPER SIMPLES, NA VERDADE É UM GRANDE “MÁGICO”.
    O RESPEITO, A CONSIDERAÇÃO COM OS TRABALHADORES, SEMPRE PRESENTE NAS SUAS MÚSICAS, “PEDRO PEDREIRO…” SÓ MESMO UM GRANDE HUMANISTA, CHICO BUARQUE DE HOLANDA!!!!!!!!
    OBRIGADA CHICO, VOCÊ NUNCA FICOU EM CIMA DO MURO, SEMPRE SE POSICIONOU A FAVOR DOS “EXCLUÍDOS”, POR UM MUNDO MELHOR PARA TODOS,SOBRETUDO CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL, CONTRA ESSE MONSTRO CAPITALISTA.

    GLORIA AMARANTE – SOCIÓLOGA

    • Diego Souza 06/01/2015 3:11

      Tirando o Sr. Fernando Henrique Cardoso, sociólogo é crachá de idiota. Nossa, quantos imbecis são formados nesse curso ano após ano.

  16. 71 Fia 05/01/2015 18:18

    Viva a liberdade de expressão.

  17. 70 Jamil Haidar Filho 05/01/2015 18:17

    Esse cidadão é um ser desprezivel, há muito tempo não emplaca uma musica e lembrando que sua irmã foi ministra deste governo corrupto que ai está. portanto faz parte da quadrilha que está dilapidando o patrimonio publico a 12 anos e este cidadão é mais um dos “mamadores” .

  18. 69 regina 05/01/2015 17:55

    Sr.jornalista educado,o sr. foi muito gentil e delicado ,o livro é ruim o chico buarque uma fraude! mas nesse país de cegos onde quem tem um olho é rei criticar um intocável causa um rebuliço danado! o sujeito é medíocre ,esquerdinha caviar,discute a pobreza numa cobertura tomando uísque.

  19. 68 Paulo Passos 05/01/2015 17:43

    Acho lamentável que a discussão em torno de um artigo sobre literatura acabe de maneira tão rélis, por consequência de comentários de tão baixo calão, oriundos de gente ressentida politicamente. Este não foi o tom do artigo o qual se comenta. Aliás, questiono o que determinadas pessoas tão desqualificadas, que só sabem ofender, fazem ao ler colunas culturais. Provavelmente vêm aqui despejar seu recalque, pois elementos culturais qualificáveis para elevar um discussão em bom tom verdadeiramente não possuem. É por conta destes senhores sem sabor que seguimos como um País sem educação… Vida longa à democracia e ao bom debate! Às pessoas educadas!

    • rubens 05/01/2015 19:19

      E a todos os artistas, que votam nos partidos que querem votar. Elegancia, cortesia e paciencia é o que precisamos ter. E argumentos calcados em fatos, não em raiva e intolerância.

    • Beth 05/01/2015 18:41

      Ótimo comentário, Paulo. Não poderia escrever melhor.

  20. 67 Reynaldo 05/01/2015 17:25

    Desde setembro de 2014 esse cidadão perdeu o pouco cartaz que tinha comigo. Que fique com seus prêmios e com sua opção política bem longe de mim….

  21. 66 Moacir Rodrigues da Trindade 05/01/2015 15:44

    A canção diz que só nasceu erva daninha no lugar que ele pisou. Embora o escritor tenha feito outro caminho, querem plantar a erva cantos aonde ele andou. Por quê?

  22. 65 Luiz 05/01/2015 15:31

    Como compositor nota 10, cantor 7, escritor 5, ser humano 0…

  23. 64 rubens 05/01/2015 15:26

    Quando voce escreve cobertura no Alto Leblon, voce já disse ao que veio. Ressentimento puro, de quem viveu vida academica em algum período da vida. Ele tem direito de escrever. Se querem publicar, ótimo.Se querem comprar, melhor ainda. Ele, por acaso, é filho de quem é e não desperdiçou a vantagem da largada. Deu uma imensa contribuição ao cancioneiro popular brasileiro, com belissimas melodias e letras. Seus livros são melhores do que a média do que é escrito por aqui. E por aí afora. Todos querem um genio da literatura só porque ele é um compositor muito acima da média. Curtam o livro, pô! O resto é dinheiro de editora. Voce está preocupado?

    • gilmar 05/01/2015 17:00

      Vc só pode e deve ser com certeza um ptista de carteirinha, mas ‘apesar de vc amanha sdera um novo dia.

      • rubens 05/01/2015 17:10

        Só escrevi porque o rapaz e a moça responsáveis são confiáveis. Merecem um comentário honesto. quanto a voce, apesar do blog não ter pretensões políticas, digo o seguinte: nós ganhamos, voces perderam. Engula e não cuspa.

        • gilmar 05/01/2015 17:34

          Vc pode ter certeza todos vamos perder enquanto este tipo de gente como o chico e vc viverem aqui, seu otario , o que se pode esperar de alguém que vota em ‘presidenta ou presidanta’.

  24. 63 Heitor 05/01/2015 14:22

    Chico é um ótimo compositor, um cantor com voz que não empolga e como escritor mediano…

  25. 62 Ronaldo 05/01/2015 14:06

    Se todo padrão de qualidade é relativo, basta lembrar que o país é a pátria de P. Coelho. Logo, viva o compositor e longa vida ao escritor. O resto é prosa vulgar, embasada no senso comum, logo sem nada de relevante a considerar.

  26. 61 jose roberto 05/01/2015 12:44

    Estou inteiramente de acordo com a coluna e incluo todos os livros de Chico nessa opinião. O autor é, musicalmente e como letrista, muito maior que o escritor. Muito maior. O resto é mercado, política e pobreza.

  27. 60 Aldair 05/01/2015 12:04

    Chico,Caetano,Roberto Carlos,Senna,Tom Jobim,Vinicius e outros são personagens que se alguem falar um tiquinho mal.Pronto!Pobre cidadão inculto,invejoso e imbecil;é por essas e por outras que somos,seremos e vamos continuar sendo os “alegres e irresponsáveis” do globo terrestre.Para mim que NUNCA pagou pau pra ninguém,aqui vai a minha resposta a esses seres que a maioria acham semi deuses e que eu acho apenas pessoas que não fizeram mais que obrigação em suas profissões.Búúúúúúú!!!!!!BABACAS puxa sacos..e submissos.,quem sabe,uns idiotas.

  28. 59 Fernando 05/01/2015 11:59

    Certamente Chico não é um mau escritor, supervalorizado? Claro, muito, porque é uma celebridade, fez um ótimo marketing a vida toda e é um ótimo compositor. Você critica isso – a supervalorização – eu também não gosto, mas você faz o mesmo. Se o livro é ruim, ignore-o. Se o escritor Chico é ruim, ignore-o. Eu ignoro o escritor Chico, gosto do compositor Chico.

  29. 58 José Teixeira Filho 05/01/2015 11:41

    Para mim o Chico foi um grande compositor (no passado, porque hoje já acabou). Como escritor, não consegui ler o primeiro livro dele.Uma droga. Como gente, um zero à esquerda. É um comunista que mora em apartamento de luxo no Leblon e que quando quis comprar um apartamento fora do Brasil o fez em Paris e não em Havana ou em Caracas. Para mim Chico é um lixo. Joguei fora o único livro dele que comprei e todos os CDs que eu tinha. Detesto pilantras.

    • josé Lásaro de Oliveira 05/01/2015 14:41

      Isto é “Ressentimento Politico” porque o Chico apoiou e votou em Dilma! É sómente isto e nada mais!

      • gilmar 05/01/2015 17:04

        E vc é ptista nada mais do que issso , esquerista caviar o chico não passa de ladrão de jabuti pertence a uma classe que só humilha esta páis la fora.Seu babacA

  30. 57 Washington 05/01/2015 11:34

    Quem mandou apoiar Dilma, virou Geni… despertou a fúria de críticos. Agora chegamos ao texto acima, que se apoia na premissa de que Chico só é Chico porque tem amigos na imprensa e o fato do articulista falar em mídia “tradicional” já denota o ranço ideológico presente nas “meteções de pau” que acompanham essas críticas. A guerra santa de Yahoo, ig, G1, Uol, Terra, Folha, Estadão, Globo, não se dá só entre generais, tem soldados rasos, que se apresentam em colunas de cultura, saúde e etc.sempre em busca de faturar em cima de gente como Chico ou Nicodelis, disputando o espólio dos que perderam as eleições e tentando agradar, estes sim, o patronato do “mainstream”.

  31. 56 Fábio 05/01/2015 11:26

    Parabéns pela coragem de escrever essas palavras. Com certeza não somente Chico Buarque, mas muitos e muitos artistas são extremamente superestimados pela mídia e pelo público, tanto aqueles “das antigas”, como os do presente momento.

  32. 55 João Tavares 05/01/2015 11:14

    O grande escrevinhador Rodrigo de Almeida conseguiu o que queria. Meia centena de comentários em um único post. Recorde dificilmente de ser superado em 2015. Gostar ou não gostar de um livro é de foro íntimo. Opinar sem ler é leviandade. De Estorvo ao Irmão Alemão Chico escreveu 5 livros sem se repetir. Temáticas e narrativas absolutamente díspares. Prosa de um grande escritor. Que venham outros de igual porte para deleite dos que ainda amam – e leem – os livros.

    • gilmar 05/01/2015 17:06

      Cara ptistas como chico conseguem ser canalhas sem repetir a roupa, um país que tem em sua Academia de Letras gente como José Sarney vai considerar chico um genio maior que Da Vinci.

      • João 06/01/2015 0:41

        Já terminou a leitura de ‘Os três porquinhos’? Sugiro não parar por aí. Depois vem Branca de Neve, Cinderela, etc. Nesse ritmo, em três ou quatro anos você chega em Monteiro lobato. Ah! Nunca ouviu falar? Quem sabe em dez anos já possa passar por Paulo Coelho! Sobre Literatura, mesmo, dependendo da sua idade, acho difícil,chegar lá. Sobre o Chico Buarque, você não gosta dele mas sua filha, mãe, esposa… gostam.

      • Renato 05/01/2015 19:52

        Caro Gilmar, aqui não é lugar de se falar de política. Se vc não consegue separar o artista do cidadão é pq vc é muito burro mesmo. Se vc acha que gênio é vc comece a rever seus conceitos. Anta.

  33. 54 Gilmar Rocha Brito 05/01/2015 10:52

    O Srs Chico Buarque de Holanda nunca foi escritor, apenas um cantor mediano. Com certeza estão tentando mais uma vez alavancar um defunto.

    • g 05/01/2015 12:15

      Meu caro GILMAR ROCHA acho que voce está enganado, pois o livro do Chico é muito bem escrito, eu acho que nesse caso quem morreu foi voce em falar uma bobagem tão grande.

      • Gilmar Rocha Brito 05/01/2015 20:35

        Meu caro amigo, não sabia que o Sr também está morto de ideias, e pelo jeito deve ser petista, esse tal livro que vc diz é uma réplica compulsada de vários autores; para ser claro e conciso, é uma tremenda colcha de retalhos que nunca PASSOU POR UMA BANCA EXAMINADORA, os erros nas interjeições e faltas de ideias estavam por toda parte. Se tratando de música, no Brasil está faltando ouvidos para música, se é que isso ai que o Chico gravou vc chama de música, não é atoa que ele foi deportado aqui do Brasil e está vivendo de maneira INSOCIÁVEL na França.

  34. 53 Diomar 05/01/2015 9:57

    Cada um fala oque quiser, isso é liberdade de expressão…, mas quando falamos de Chico Buarque de Holanda precisamos ir um muito além do nosso conhecimento e entendimento…, ele foi e é tudo aquilo que várias gerações sonharam ser, nada mais normal que ele seja visto como um “príncipe encantado” das artes escritas…

  35. 52 Carlos Silva 05/01/2015 9:56

    Seus prêmios, de certo, não são por merecimento, ele não faz literatura, apenas escreve autobiografia com a simplicidade de qualquer narrador com curso regular. Pena que o seu nome esteja acima de seus textos.

  36. 51 Edson 05/01/2015 9:37

    Chico não um bom escritor, mas excelente escritor!!!!!!Inteligente,sincero e dotado de uma capacidade genial em tudo que faz, basta lembrar dos anos difíceis da ditadura e ponto final!!!!

    • gilmar 05/01/2015 17:07

      Vai compara-lo a Nelson Mandela, é muita falta de vergonha na cara de gente como vc, seu babaca ptista

      • Edson 05/01/2015 17:23

        Babaca é você retardado!!!
        Perdeu e ponto final!!!!

        • gilmar 05/01/2015 17:32

          Gente como vc só pode estar ganhando alguim quando elogia um traste deste no mais vc é ptista de carteirinha não se pode esperar ul lampejo sequer de inteligência em gente da sua laia….babacaaaaa

          • Edson 05/01/2015 18:00

            Retardado vc deve ser um frustado e ignorante.
            Cresça e aprenda perder e ponto final ehhhhhh

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